Quem são e o que fazem os glamurettes ‘free spirit’? Revista J.P entrega

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Daniel Klajmic e Chiara Gadaleta com a filha Laila, Mariana Aydar, Ellen Milgrau, Felippe Segall e Joanna Fleury e Sean de Souza: gente mente aberta || Créditos: Paulo Freitas/Daniel Klajmic / Divulgação/Reprodução Instagram/Valentino Fialdini / Divulgação/Bruna Guerra

Eles têm um quê de diferentões e não se encaixam em qualquer padrão. J.P listou toda essa gente bacana que rompe com o tradicional e tem aquela vibe cool que adoramos. E mais: uma seleção do que tem tudo a ver com esse universo

Por Julia Reina para a Revista J.P

QUEM SÃO? Siga a seta!

Mais: Sumitra Dhyan  –  Vanessa Kryss  –  Muriel e Michele Matalon  –  Paula Ferber  –  Mario Cirri  –  Carlos Motta e Sibylla Simonek   –  Claudio Edinger  –  Jeanete e Bruno Musatti  –  Sandra Gadelha  –  Gilda Midani  –  Selma Egrei  –  Silvia Hennel   –  Alix Duvernoy  –  Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli  –  Maria Casadevall  –  Eli Sudbrack   –  Paulinho Maluhy  –  Concepcion Cochrane Blaquier  –  Juliana Overmeer  –  Paulus Magnus  –  Pedro Igor Alcântara  –  Manoela Teixeira   –  Helena Linhares  –  Marquito Raduan  –  Marcela Scarpa  –  Carol Francischini  –  Thereza de Barros Martins   –  Danielle Faustini   –  Daniela Laloum  –  Nina e Julia Sander  –  Adriana Mattos  –  Adriana Barra   –  Teca Toscano  –  Daniela Kurc  –  Renata Rocha

ONDE VÃO?

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Piracanga || Créditos: Divulgação

Piracanga

J.P já adiantou: a ecovila é uma comunidade das mais radicais, não se pode levar nem pasta de dente, já que qualquer coisa pode contaminar o ainda imaculado lençol freático que a banha. Tem centro de terapia holística e toda a energia usada é solar. Se a ideia não for se mudar de vez, dá pra passar uma temporada mais curta fazendo aquele detox da civilização.

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Esalen Institute, Big Sur || Créditos: Divulgação

Esalen Institute, Big Sur

O centro de estudos alternativos fundado há 50 anos perto de Berkeley, na Califórnia, foi o berço da psicologia moderna nos Estados Unidos. A atmosfera de revolução cultural foca nas disciplinas alternativas como meditação, massagem, ioga, espiritualidade, ecologia, psicologia, artes e música. O que pregam? “Liberdade intelectual e sistemas além das normas sociais.”

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Alto Paraíso || Créditos: Divulgação

Alto Paraíso

Praticamente uma versão atual das comunidades dos anos 1960, Alto Paraíso tem sido o destino de descolados em busca de cenários lisérgico e isolados. Já virou referência em sustentabilidade no Brasil – e no mundo – e é o epicentro do movimento moderno em busca de uma vida fora dos padrões, voltada para o autoconhecimento e a espiritualidade.

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Costa da Bahia || Créditos: Divulgação

We are Bahia

Os movimentos de contracultura dos anos 60 e 70 tiveram três redutos na Bahia: Arembepe, Ilha de Itaparica e Arraial d’Ajuda, no sul do estado. Arembepe ganhou as manchetes por ter recebido Janis Joplin no verão de 1970. A antiga colônia hippie ainda é um vilarejo frequentado pelos alternativos modernos.

Mais:  Cacha-Pregos –  Serra da Bocaina  –  Trindade  –  Chapada dos Veadeiros  –  Alter do Chão  –  Festival Forró da Lua Cheia  –  Festival Internacional de Cultura Alternativa de Arembepe. NO PASSADO: Lira Paulistana – Circo Voador – Canoa Quebrada

DAS ANTIGAS

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Anaïs Nin || Créditos: Getty Images

Anaïs Nin

Filha de um músico cubano e de uma cantora franco-dinamarquesa, ela chegou a trabalhar como modelo para pintores das rodas boêmias parisienses e foi amante de Henry Miller. Sua escrita destemida e ousada transgredia a sociedade opressora e machista de sua época e seus diários exalavam paixão e erotismo.

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Jack Kerouac || Créditos: Getty Images

Beatniks

O movimento de contracultura dos anos 1950/1960 pregava um estilo de vida anti-materialista. Foi o escritor americano Jack Kerouac que popularizou o termo “beat” para definir o submundo da juventude rebelde nova-iorquina que se concentrava em bairros como o Village. “Uma geração de loucos, iluminados, hipsters fez subitamente a América ascender e avançar, seriamente a vadiar e a pedir boleia em todo o lado”, escreveu.

Mais escritores: Henry Miller  –  Caio Fernando Abreu   –  J. D. Salinger  –  Neal Cassady  –  Allen Ginsberg  –  Walt Whitman  –  Nikolai Gogol

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Os Novos Baianos || Créditos: Divulgação

Novos Baianos

O movimento nascido em 1969, em Salvador, tinha seu próprio sistema alternativo de viver. A trupe mambembe formada por Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor, Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Baby Consuelo acabou protagonizando um dos mais importantes movimentos da contracultura brasileiros, na onda dos beatniks nova-iorquinos. Moravam juntos e chamavam sua filosofia de vida de “neossocialismo”, um escape em tempos de repressão.

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Os Mutantes || Créditos: Divulgação

Tropicália

Na mesma onda de revolução cultural e inconformismo, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Torquato Neto, Os Mutantes e Tom Zé se uniram no fim da década de 1960 a figuras das artes plásticas como Hélio Oiticica, do cinema, como Glauber Rocha, e do teatro, como José Celso Martinez Corrêa, para romper com os padrões e questionar a ditadura militar. Usavam looks coloridos, cabelos compridos e abusavam de paródias e deboches.

Mais influências: Asdrúbal Trouxe o Trombone  –  Monty Python  –  Vanguarda Paulista  –  The Mamas & The Papas  –  Crosby, Stills, Nash & Young   –  Simon  & Garfunkel  –  Joni Mitchell  –  Tom Zé

AMANHÃ

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Escola Viva, em São Paulo || Créditos: Divulgação

Não é qualquer lugar que consegue garantir uma educação mente aberta, mas é com estas escolas que moradores do eixo Rio-São Paulo buscam fugir do tradicional

SÃO PAULO: Waldorf, Vera Cruz, Gracinha, Escola da Vila, Escola Viva, Equipe

RJ: Escola Sá Pereira, Escola Parque

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