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Política é inspiração de artistas brasileiros na Bienal de Veneza

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“Nave”, de Antônio Manuel, exposta na Bienal de Veneza deste ano || Crédito: Glamurama

“É tanta coisa que não cabe aqui”, a mostra do pavilhão brasileiro da 56ª Bienal de Veneza, foi inspirada nos cartazes das manifestações que tomaram as principais capitais brasileiras em junho de 2013. Isso porque o contato direto com a rua é comum aos três artistas que foram escolhidos para representar o Brasil: Antonio Manuel, Berna Reale e André Komatsu.

A escolha dos artistas pelos curadores Luiz Camillo Osorio e Cauê Alves teve como principal critério a relevância de suas poéticas na cena contemporânea e, ao mesmo tempo, o pertencimento a uma história, não só da arte, mas da conflituosa sociedade brasileira.

Segundo os curadores, “o enfrentamento da ditadura no final da década de 1960 obrigou alguns artistas a um tipo de engajamento no qual estratégias conceituais vinham aliadas à precariedade material e à fragilidade corporal. Tais ações e obras, sem perda da intensidade lírica, fraturavam as formas instituídas de percepção da realidade”.

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Além dos três artistas do pavilhão brasileiro, Vik Muniz também entra de forma engajada na Bienal de Veneza, mas em outro espaço. Ele ancorou em frente ao Palácio Brandolini um barco feito com a primeira página de um jornal de 14 metros de comprimento. A obra, chamada Lampedusa, é de madeira adesivada por páginas de jornais italianos do dia seguinte ao da tragédia ocorrida em outubro de 2013, quando um barco que levava imigrantes ilegais da Líbia naufragou na costa da ilha italiana de Lampedusa.

 

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Barco de Vik Muniz na Bienal de Veneza || Crédito: Instagram

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Mais antiga das grandes mostras internacionais de arte, a Bienal Veneza acontece a partir deste sábado e vai até o dia 22 de novembro. O pavilhão do Brasil, construído em 1964, ocupa um dos espaços do Giardini, local que reúne as representações nacionais. Desde sua construção, o pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza acompanha os debates estéticos, políticos e sociais que se desenvolveram no país nas últimas décadas. A partir 1995, a responsabilidade pela escolha dos curadores e artistas foi outorgada pelo governo Brasileiro à Fundação Bienal de São Paulo.

Pavilhão do Brasil na 56ª Exposição Internacional de Arte – la Biennale di Venezia

Quando: de 9 de maio a 22 de novembro

Onde: Giardini Castello, Padiglione Brasile, 30122 – Veneza, Itália

 

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