Penteados ‘protetores’ ajudam a contar a história do empoderamento das mulheres negras. Confira essa história!

Alicia Keys, Beyoncé e Iza || Getty Images e Reprodução Instagram

“A pessoa mais desprotegida da América é a mulher negra.” As palavras de Malcolm X em 1962 não são menos relevantes hoje. Como uma espécie de armadura natural, os penteados usados pelas mulheres negras, fiéis à ancestralidade e cultura afro, protegem não só o cabelo, mas a mente, contra ameaças físicas e existenciais.

As tranças, em suas mais diferentes versões, são símbolo de empoderamento, além de protegerem os fios crespos e cacheados de agentes ‘externos’, como sol, umidade e vento. Várias celebs desfilam por aí tranças lindíssimas, cada uma com origem e história próprias. Selecionamos alguns tipos que têm feito a cabeça atualmente ressaltando a importância do penteado que ganha cada vez mais força e representatividade. Inspire-se!

Cornrows – Alicia Keys

Alicia Keys || Reprodução Instagram

Uma das tranças mais populares, as Cornrows (trança nagô) começam a ser trançadas desde o couro cabeludo: “Elas vieram da África para a América e ganharam esse nome porque eram usadas por pessoas que trabalhavam nas plantações do sul e o desenho do cabelo parecia fileiras de milho”, explica Ayana D. Byrd, coautora do livro “Hair Story: Untangling the Roots of Black Hair in America”.

Fulani Braids – Beyoncé 

Beyoncé || Reprodução Instagram

A trança ganhou esse nome por conta do povo Fulani, da África Ocidental, que podia identificar características de alguém, como estado civil, ocupação ou até mesmo classe social por meio do cabelo. O penteado é composto por tranças fininhas nas laterais da cabeça, muitas vezes amarradas em pequenos coques no alto ou adornada com enfeites, como conchas e fitas.

Bantu – Iza

Iza || Reprodução Instagram

São pequenas tranças moldadas em coques em torno da cabeça. O penteado, que era usado para ondular as madeixas, leva o nome do grupo étnico Bantu, do povo Zulu. “Os Nós de Bantu são usados ​​há séculos, desde antes do comércio de escravos”, conta Ayana.

Locs – Ludmilla

Ludmilla || Reprodução Instagram

Consiste em mechas emaranhadas e sua origem é bastante antiga. Há registros de tribos antigas da Índia e África que já usavam o estilo. Os ‘dreadlocks’ ainda sofrem preconceito por conta de sua simbologia e por representar a religião Rastafari, que surgiu na Jamaica.

Baby hair – FKA Twigs

FKA Twigs || Reprodução Instagram

O ‘baby hair’, estilo que voltou com tudo e compõe looks com tranças, não é exatamente um protetor, mas dá um toque todo especial à produção. Porém, sua origem não é tão recente assim.  Uma das primeiras mulheres a popularizar o baby hair foi a atriz Josephine Baker, nos anos 1920.

 

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