#PayMeToo: o movimento da vez na luta pela igualdade salarial entre homens e mulheres

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Stella Creasy, líder do #PayMeToo, e frases e layouts criados para fortalecer o movimento || Créditos: Reprodução Instagram

A hora de lutar definitivamente pela igualdade salarial entre homens e mulheres é agora. Em diversos países já é comemorado o Dia da Igualdade Salarial, o que ainda não inclui o Brasil. Um dos melhores exemplos de campanhas em prol dessa batalha vem da Inglaterra, onde a política Stella Creasy junto de parlamentares mulheres acaba de criar a campanha #PayMeToo, espécie de desdobramento do tão falado movimento “#MeToo”, que luta contra o assédio sexual em ambiente de trabalho.

O foco do #PayMeToo é acabar com a diferença salarial entre homens e mulheres colocando as empresas “na parede”. A campanha dá sequência a um relatório da Comissão de Igualdade e Direitos Humanos que encontrou culturas “corrosivas” de assédio sexual no local de trabalho, agressão e intimidação em todo o Reino Unido, e pretende igualar os salários, já que números mostram que cerca de 78% das empresas pagam às suas funcionárias mulheres menos do que aos homens. 

Mas nem tudo está perdido e algumas companhias de grande importância já começaram a se movimentar. Uma delas é a Adidas, que acaba de se unir a Lean In, organização fundada pela chefe operacional do Facebook Sheryl Sandberg para encorajar a igualdade de gêneros no ambiente de trabalho. E nesta terça-feira (10), dia em que é comemorado o Dia da Igualdade Salarial nos Estados Unidos, a ONG lança a campanha #20PercentCounts, a primeira de três projetos de conscientização de que mulheres recebem em média 20% menos do que homens para fazer o mesmo trabalho. Atualmente 98% do total de funcionários da Adidas são remunerados igualmente quando nos mesmos cargos, e sua meta é chegar a 100%. 

Ainda como proteção à mulher no ambiente de trabalho foi criado por uma revista feminina da Inglaterra a campanha  #NotMyJob, que visa combater o tratamento desigual das mulheres no local de trabalho, do assédio sexual à discriminação na gravidez. 

Estudo feito pela Organização Internacional do Trabalho divulgado no Dia Internacional da Mulher, 8 de março de 2018, mostrou que ainda estamos longe de um cenário ideal. Se mantermos o ritmo atual serão necessários 70 anos para acabar com a diferença de salário entre os sexos. O Japão, por exemplo, é o país com menos mulheres em cargos de chefia – apenas 7%. Já no Brasil, mulheres ainda ganham 22% a menos que os homens, taxa que, dependendo da profissão, pode chegar a 40%.

Assim como o #MeToo, o #PayMeToo tem tudo para ganhar voz também em Hollywood, onde todos se chocaram no ano passado quando foi divulgado que o salário de Gal Gadot em “Mulher-Maravilha” era 46 vezes menor que o de Henry Cavill em “O Homem de Aço”. Entre as vozes estreladas mais ativas está a de Viola Davis, que evoluiu o seu discurso feminista também para a causa de mulheres negras ao dizer em Los Angeles sobre suas contemporâneas brancas: “Percorreram o mesmo caminho que percorri e ainda assim não chego nem perto delas no que diz respeito a salário e oportunidades de trabalho. Nem um pouco.”

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