Paulo Betti comenta certo revival, relembra caso Zé Mayer e ainda fala de política

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Paulo Betti com o visual do médico Pinotti no filme sobre Tancredo Neves || Créditos: Reprodução/ Instagram

Paulo Betti está ostentando uma senhora careca no cinema, em cartaz como o médico Pinotti em “O Paciente”, sobre os últimos dias de vida de Tancredo Neves. “É um episódio muito importante da nossa história recente, que é cheio de zonas sombreadas. No filme a gente joga luz sobre essa questão: como às vezes as coisas de fato não são do jeito que estão sendo mostradas, como existe sempre algo por trás do que está sendo passado para a população. Naquela época, eu estava gravando programas políticos e fui pra porta do hospital tentar saber o que estava acontecendo com o presidente. Aquilo tudo me sacudiu… Não acreditava em teoria da conspiração, achava que tinha acontecido algum erro [médico] mesmo… Mas as pessoas morrem, né?”

“Havia todas aquelas circunstâncias políticas, a pressão da imprensa… Honestamente não torci para ele ser eleito. Era um crítico do Tancredo. Achava que ele tinha conduzidos as diretas e no fim foi eleito pelo voto indireto… Mas hoje penso que teria sido ótimo se ele não tivesse morrido. Foi um momento muito dramático e catalizador, todo mundo queria ver, tentar entender o que estava acontecendo. Ele era muito mais preparado do que o Sarney. Tinha uma grandeza, um projeto para o país”, disse o ator ao Glamurama.

Othon Bastos e Paulo Betti como Tancredo e Pinotti || Créditos: Reprodução/ Instagram

E se o assunto é política… “No momento, estou observando. Gosto da ideia de observar política, mas estou apreensivo, preocupado. Sei que há esperança no ar, e prefiro não falar nada. Mas fui na manifestação ‘Lula Livre’… Acho que o julgamento dele teve circunstâncias discutíveis e o parecer do comitê da ONU sobre esse assunto [favorável a Lula] foi reconhecido por um dos ministros do Supremo – ele validou essa questão. Isso não é pouca coisa. É muito difícil não ver uma perseguição no ar. Se ele fosse candidato, votava nele. E agora voto em quem estiver melhor: Ciro ou Haddad. Ou Marina. Bolsonaro não quero nem falar nesse nome”.

Mudando a conversa para “O Sétimo Guardião”, próxima novela das nove da Globo, escrita por Aguinaldo Silva… Paulo vai reviver seu personagem Ypiranga – e o par romântico com Luisa Tomé -, sucesso em “A Indomada”. “É tão audacioso isso. Dentro da própria dramaturgia do Aguinaldo, ele pinçar personagens. É uma outra cidade fictícia, Serro Azul, mas é vizinha de GreenVille [onde ‘A Indomada’ era ambientada]. Sou de GreenVille, mas frequento Serro Azul. É o mesmo papel, só que em outra fase da vida. Ele não é mais prefeito, agora é um construtor”.

Luisa Tomé e Paulo Betti em “A Indomada”|| Créditos: Reprodução

Aguinaldo confessou que gostaria de ter escalado Jose Mayer para o elenco dessa trama. No entanto, entendeu-se que ainda não era hora do ator voltar ao ar, depois da polêmica de assédio sexual envolvendo seu nome. Paulo deu sua opinião. “A mulher dele é minha comadre, ele é meu amigo… Seria ótimo se ele estivesse na novela. O que aconteceu foi… A punição foi violenta, mas por conta do momento que aconteceu, dessa virada [movimentos de empoderamento feminino ao redor do mundo]. Lamento muito tudo isso”.

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