Kevin Spacey || Créditos: Getty Images

Novo filme com Kevin Spacey será lançado nesta terça em clima de boicote geral

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Kevin Spacey || Créditos: Getty Images

Com duas indicações ao Oscar no currículo e uma estatueta de Melhor Ator por “Beleza Americana”, Kevin Spacey já foi um dos atores mais respeitados de Hollywood. Mas isso mudou desde que ele foi acusado de assédio sexual por vários homens no ano passado, ao ponto de estar sendo investigado pela Scotland Yard, e hoje em dia qualquer trabalho ligado ao ator é sinônimo de nitroglicerina pura: ninguém quer chegar perto!

Isso tem sido um problema ainda maior para os produtores do drama criminal “Billionaire Boys Club”, no qual Spacey é um dos protagonistas junto com Ansel Elgort, Taron Egerton, Emma Roberts, Rosanna Arquette, Cary Elwes e Judd Nelson. O longa começou a ser rodado muito antes do escândalo que o levou ao ostracismo, e tem previsão para chegar nos cinemas no mês que vem. Antes disso, nesta terça-feira, será lançado em video on demand.

Nele, Spacey interpreta um golpista que se envolve no submundo e acaba sendo assassinado. A direção é de James Cox, especialista em videoclipes que esperava dar um upgrade na carreira com a produção de orçamento na casa dos US$ 15 milhões (R$ 57,9 milhões) e de ótima qualidade, segundo quem já teve a chance de conferi-la.

São os ingredientes básicos para um sucesso, exceto pelo fato de que nenhum grande programa de televisão dos Estados Unidos e até mesmo revistas especializadas na cobertura sobre a sétima arte de lá aceitam entrevistas os colegas de Spacey sobre o trabalho, algo que ainda é fundamental para a divulgação de filmes. Nem mesmo atrações da China, onde o ator é muito popular, querem qualquer associação com a produção.

Responsável pela produção e distribuição de “Billionaire Boys Club”, o estúdio Vertical Entertainment divulgou recentemente uma nota na qual afirma que optou por não abortar os planos de levá-lo às telonas “em respeito ao resto do elenco e à equipe de bastidores” que nada têm a ver com as encrencas de Spacey. Foi a primeira vez desde o começo da era do #MeToo que um grande player da indústria cinematográfica se recusou a seguir o caminho da geladeira eterna, sob o risco de ser boicotado pelo público e pela imprensa especializada.

No ano passado, Spacey também rendeu um prejuízo enorme para a Sony Pictures, que gastou mais de US$ 10 milhões (R$ 38,6 milhões) a toque de caixa para “apagar” a atuação dele em “Todo o Dinheiro do Mundo”, sobre o sequestro de um dos netos do lendário bilionário John Paul Getty, e substitui-lo por Christopher Plummer, que acabou sendo indicado ao Oscar pelo métier que assumiu nos 45 do segundo tempo. (Por Anderson Antunes)

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