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Kika Olsen traduz bem a mistura brasileira com o DNA sueco || Créditos: Paulo Freitas

Filha de mãe sueca e pai brasileiro, Karina Olsen, mais conhecida como Kika, sabe bem traduzir ambas as culturas em seu estilo de vida e na joalheria. As criações da Olsen K, marca com propósito upcycling que lançou em 2018, resumem os dois universos: as joias têm design minimalista, mas, ao mesmo tempo, são bem assimétricas e coloridas. Kika só usa ouro e prata de reciclagem, provenientes de joias antigas de clientes e de lixo eletrônico, que passam por um processo de purificação. As gemas – sua paixão desde a infância, quando ganhou da mãe uma pequena caixa azul com pedras brasileiras e guardou como um tesouro – também entram de forma responsável em suas criações. “Utilizamos as gemas como um todo, desde a parte mais cristalina conhecida pelo mercado de luxo até a sobra. Então, passamos a criar desenhos também para essas sobras, gerando uma nova fonte de renda para os lapidários e dando destino para algo tão precioso”, diz. Atualmente, Kika se debruça sobre um projeto social na área de ourivesaria para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade.

A poucas quadras do ateliê em um charmoso predinho de São Paulo, fica a casa onde mora com o marido, Guilherme Padilha, o filho, Martin, de 2 anos, e dois cachorros. “Gosto de viver com o mínimo, de maneira simples, prática e em contato com a natureza”, conta ela, que costuma começar o dia com uma pequena extravagância de seu lado escandinavo: desenhando “minhocas” de pasta de caviar com dill no pão sueco, ao lado da família e cercada por verde.

O que vale ouro?

“Rir à toa. Minha joia mais preciosa é… a família! Incluindo os cães Rufus e Mada. Não saio de casa sem… meus óculos escuros. Não uso de jeito nenhum… de jeito nenhum, acho forte demais. Então, diria que no atual momento é panela de pressão. Infelizmente, sou um desastre na cozinha, mas espero chegar lá. Busco inspiração em… diversidades culturais, arquitetura e natureza.”

INSPIRAÇÃO

Há um ano eu... tento desacelerar. Aff, que difícil!

Daqui um ano eu… quero viajar muito!

Minha paisagem preferida é… montanhas, em especial a Serra da Mantiqueira, como amo!

Na minha geladeira sempre tem… mostarda sueca com dill, feita pela dona Mia Olsen, minha mãe.

O que mais gosto de fazer com meu filho é… me permitir entrar em seu mundo lúdico e brincar como criança.

No meu estilo não pode faltar… uma linda rasteira da Botti.

Tenho coleção de… pedras, búzios e xícaras antigas. Todo ano, minha mãe me dá uma que era da minha avó, que também colecionava.

Maior conselho que já recebi: Desde pequena, sempre que me via, meu pai me falava: “Filha, como está bonita, mas o mais importante é o que está por dentro”. Isso, acredito, me fez crescer como uma pessoa mais aberta, a dar o melhor de mim e tentar conhecer o interior das pessoas sem pré-julgamentos.

Não perco um episódio de: Nunca fui muito de séries. A última vez que não perdia episódios foi na minha adolescência, com Friends (risos). Mas, recentemente, assisti a uma bem curiosa, Midnight Diner: Tokyo Stories. Para os que são vidrados no Japão como eu, recomendo!

Música que ouço em repeat: Como uma boa pisciana com Lua em Peixes, mais uma vez é difícil também citar uma só. Amo Caetano Veloso e Maria Bethânia. Que família é essa? Se é para citar uma música seria “Reconvexo”.

Gostaria de ter uma obra de: Também poderia vir com uma lista, mas vamos lá: Marc Chagall. Aliás, não só uma obra, gostaria de ter tido a oportunidade de um bate-papo. Todas as entrevistas ou exposições que vi fiquei absolutamente encantada; um ser iluminado. A segunda seria de Hilma af Klint, pintora sueca muito a frente de seu tempo, da qual as suas obras já me inspiraram em coleções.

Minha rotina de beleza inclui… um bom demaquilante, massageador e creme para os olhos da Sisley, e sempre um protetor de alto fator solar. Sou filha e irmã de dermatologistas [r e s p e c t i v amente dr. Fernando de Almeida e dr. Guilherme de Almeida].

Meu esporte é… venho de uma família de velejadores e tenistas, puxei mais o lado dos tenistas. Mas tanto o mar quanto o esporte são formas de terapia para mim, sou muito acelerada.

Para desacelerar eu… escuto bossa nova, caminho, medito e quando nada disso funciona, abro um bom vinho!

(Por Luciana Franca para a Revista J.P de Julho)

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