Camila Cunha e Maria Frering
Camila Cunha e Maria Frering || Créditos: Divulgação

Maria Frering e Camila Cunha, agora sim, explicam fim da sociedade

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Camila Cunha e Maria Frering || Créditos: Divulgação
Camila Cunha e Maria Frering || Créditos: Divulgação

Em dezembro de 2014, Maria Frering já era a preferida dos fotógrafos entre as glamurettes do Rio, linda, educada, uma princesa, filha de Antonia e Guilherme Frering, neta de Carmen Mayrink Veiga, ícone de estilo da sociedade carioca, com fama internacional. O problema era que Maria não gostava dos flashes – característica que continua acompanhando seu pai e seus irmãos. Os cliques da moça precisavam ser quase roubados. Mesmo. Tudo mudou com a criação da Voya, marca de joias cheia de personalidade que ela desenvolveu em parceria com Camila Cunha, depois de um estágio com outra joalheira queridinha do high society do Rio, Julia Monteiro de Carvalho.

Desde a primeira entrevista que Maria deu pra gente para falar do negócio próprio, já deu pra notar a mudança de postura, uma autoconfiança que só aumentou com seu amadurecimento profissional. De lá pra cá foram muitos eventos de lançamento – com muitas fotos, claro: a moça cresceu e apareceu. Por isso todo mundo foi pego de surpresa quando “do nada” ela e Camila anunciaram o fim da marca nessa terça-feira, através de um comunicado sem maiores explicações.

A Voya era um sucesso real nas rodinhas da cidade por conta das peças nada óbvias. Então o que houve? A gente – que acompanhou cada passo e até recebeu a marca em uma edição de verão da Casa Glamurama, no Joá, para um trunk show, fez questão de saber. As respostas das (ex) sócias, aqui embaixo. (por Michelle Licory)

Glamurama: Por que chegou a hora de terminar a Voya?

Maria Frering e Camila Cunha: “Aprendemos muito com a Voya, foi uma experiência incrível para as duas. Aprendemos juntas e evoluímos como profissionais. Chegamos em um ponto no qual desenvolvemos mais confiança como joalheiras. Cada uma criou seu estilo individual dentro do mundo Voya, e ambas estão animadas para explorar o seu próprio desenho mais a fundo”.

Glamurama: O momento econômico do país influenciou nessa decisão? 

Maria Frering e Camila Cunha: “Ao contrário! Estamos vendendo muito bem e tínhamos firmado algumas parcerias que estavam nos ajudando a vender ainda mais”.

Glamurama: A Voya é uma marca de muita personalidade. Na opinião de vocês, quais as três peças mais icônicas, que contam a história da marca nesses quase três anos de existência?

Maria Frering e Camila Cunha: “O colar Sumotori, da primeira coleção, Japão no Período Edo, foi uma das peças mais marcantes porque mostrava como era possível fazer um trabalho diferenciado e de qualidade em prata. Foi a peça que nos lançou. Outra peça marcante foi o brinco Eros, da coleção Mythos, que foi um marco na nossa história pois foi quando começamos a explorar materiais diferentes, nesse caso a madeira teca. Finalmente, a gargantilha Papoula [coleção Jardins Ingleses] é uma peça que foi um desafio mas nos trouxe muito orgulho, pois desenvolvemos uma técnica para bordar em prata que não existia. Foram meses de muita tentativa e erro, mas ficamos radiantes com o resultado”.

O colar com pequenos lutadores de sumo, o brinco Eros e a choker Papoula, da Voya || Créditos: Divulgação
O colar com pequenos lutadores de sumô, o brinco Eros e a choker Papoula, da Voya || Créditos: Divulgação

Glamurama: Como vocês se enxergam como designers neste momento pós-Voya? De que forma pretendem exercitar a criatividade de vocês a curto prazo? Haverá um período sabático ou vocês já têm novos projetos?

Maria Frering: “Esses anos trabalhando na Voya foram realmente inspiradores e me deram muita coragem para meus próximos projetos. Pretendo continuar no ramo de joias e abrir uma marca própria ainda em 2017”.

Camila Cunha: “A Voya nasceu da coragem, arriscamos fazer algo diferente, inusitado – esse traço vai estar sempre comigo. Depois de uma experiência linda, que deu tão certo, é hora de criar novos desafios, que virão na forma de um trabalho autoral, em uma marca própria”.

Glamurama: A Voya valeu a pena porque…

Maria Frering e Camila Cunha: “Conseguimos imaginar um conceito e desenvolver toda uma marca em volta dele. Queríamos criar algo que nos levasse em viagens pelo tempo, que nos ensinasse coisas novas, e que conseguíssemos traduzir isso em joias diferentes, delicadas e interessantes para as nossas clientes. O reconhecimento que tivemos ao longo desse processo foi extremamente recompensador. Ter alguém valorizando o seu esforço desde a ideia por trás da peça, seu desenho, sua execução e até sua embalagem é extremamente recompensador. Acho que podemos dizer que atingimos a nossa meta, e temos uma sensação de dever cumprido!”

* Em tempo: para fechar o ciclo, a Voya promove uma venda de despedida na multimarcas Via Flores, no Leblon, nesta quarta-feira. Além dos preparativos para a nova empreitada, Maria, que desde setembro do ano passado assina o nome de casada, Maria Frering Camara, ainda precisa dividir sua atenção com os recém-nascidos gêmeos Antonio e Emanuel. Os pequenos, sim, ainda não tiveram nenhum clique publicado, mas “são dois presentes, um é loiro e o outro, moreno, uma delícia”, entregou a vovó coruja, Antonia.

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