Mais em alta do que nunca, Paulo Vieira manda a real – sem perder o humor – para a J.P: “Sou a Xuxa preta de Palmas”

Paulo Vieira // Reprodução Instagram

Um dos novos nomes da Globo durante a pandemia, Paulo Vieira causou em Palmas, onde o goiano foi criado, ao aparecer no Fantástico com o quadro ‘Como Lidar?’, sobre a rotina no isolamento. Aos 28 anos, ele tem seis projetos em andamento e dá conta do recado porque o biscoito Amandita virou seu floral contra ansiedade. Louco para viajar, Paulo, que posa em fundo falso imitando biblioteca, diz que se o chamarem para ir até Aparecida, numa van com open bar de cloroquina, aceita na hora. por Fernanda Grilo

J.P: O que você diria para o novo coronavírus?
PAULO VIEIRA:A gente já tem problema demais, chega!

J.P: Como foi a comoção em Tocantins quando apareceu no Fantástico?
PV: Total, eu sou a Xuxa preta de Palmas. Tem esse lugar do “eu sabia” das pessoas de lá.

J.P: Você cresceu muito na quarentena, né?
PV: Sim, 15 quilos (risos).

J.P: Não, profissionalmente…
PV: Ah, também. Estou com dois podcasts, O Diário do Coronga, Fantástico, Zorra e o Cada um no Seu Quadrado. Tenho muito tempo livre, não vi Dark, esse é o segredo.

J.P: Como anda sua criatividade?
PV: Fluindo para o que eu tenho que fazer. Neste momento, a comédia tem que ser sobre a situação e nunca sobre a doença, que é muito séria.

J.P: Melhor e pior da quarentena?
PV: O melhor é o fim dela. Ainda não vivi isso, mas acredito que o mundo vai ser um lugar onde a gente possa se tocar de novo. O pior é ficar longe da família.

J.P: A primeira coisa que vai fazer quando a pandemia acabar?
PV: Quero viajar para qualquer lugar. Se chamar para ir até Aparecida, numa van com open bar de cloroquina, eu falo “vamos” na hora.

J.P: Viagem para relembrar?
PV: Fui pra Nova York só para ver a exposição da Tarsila do Amaral no MoMA. Achei que a própria Tarsila ia gostar de ir e não podia deixar passar essa.

J.P: Uma extravagância?
PV: Tenho dificuldade de pensar nisso porque sou bom de desculpa, para mim, tudo é um investimento. Quando compro um queijo ou um vinho caro é porque vejo no mercado e penso: “Por que ele é caro?”; não posso passar pela vida sem experimentar.

J.P: Do que sente saudade?
PV: Ir ao cinema às três da tarde, fazer surpresa de aniversário à meia-noite, curtir meus amigos…

J.P: O que aprendeu durante o isolamento?
PV: Não entrei na moda do pão, mas aprendi a tirar mofo de cortina como ninguém.

J.P: Um talento que ninguém conhece?
PV: Lavo muito bem banheiro. Se fosse diarista, ia pedir um dia só para arrumar o banheiro.

J.P: Maior loucura por amor?
PV: Ficar junto seis meses durante a pandemia.

J.P: Qual comida te faz quebrar a dieta?
PV: A comestível. Só não como aquela pera de fibra de vidro de enfeite da mãe, sabe?

J.P: Vício?
PV: Amandita. Uso igual floral para ansiedade. Coloco três de uma vez embaixo da língua.

J.P: O que não sai da sua cabeça?
PV: Como posso fazer mais pelas pessoas, o quanto preciso estar nas redes sociais, apesar de uma vontade profunda de excluir tudo e viver em uma montanha. Não vejo a hora de ficar velho e rabugento, ter carta branca para reclamar.

J.P: Mania?
PV: Síndrome de roteirismo. Crio na minha cabeça um roteiro de como vão ser as coisas e quando aquilo sai do planejado fico irritado. Logo, sou uma pessoa que vive irritada.

J.P: Momento mais brilhante…
PV: Sou brilhante para apresentar música e comida. Se como um pudim, já sei quem vai gostar. Levo a pessoa e dá certo. Nunca errei.

J.P: Se pudesse mudar alguma coisa em você, o que seria?
PV: Não consigo disfarçar quando não gosto de alguém. Já cheguei a ficar olhando fixamente para parede, igual ao Chaves petrificado.

J.P: O que uma mulher faz que o homem não faz de jeito nenhum?
PV: Falar sobre feminismo.

J.P: Ser negro e bem-sucedido no Brasil é…
PV: Exceção e representatividade.

J.P: O que nunca dizer para alguém?
PV: Que ela não vai conseguir realizar o seu sonho.

J.P: Como gostaria de morrer?
PV: Rápido. Mas fiquei mais tranquilo porque a Márcia Sensitiva tirou o meu pó de café esses dias e viu que vou morrer velho, então estou confiando nisso.

J.P: Quando você mente?
PV: Geralmente em entrevistas. Na verdade, eu nem sou o Paulo.

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