Luiza Helena Trajano fala o que aprendeu na pandemia e sobre a força feminina: ‘Mulher é amiga de mulher, sim’

0 Compartilhamentos
0
0
0
0
0
Live Joyce Pascowitch e Luiza Helena Trajano / Crédito: Instagram

Luiza Helena Trajano é uma das mulheres mais inspiradoras no Brasil. Aos 69 anos, ela comanda a rede de lojas de varejo Magazine Luiza, além de outras empresas integradas a sua holding. O segredo de tudo isso, além da perseverança, é a intuição e sua administração feminina. “Sou profundamente feminina. Uso a intuição, o coração, isso em reuniões grandes. E é muito duro ser ouvida quando você diz que está intuindo. Tenho respeito pelo masculino, mas minha administração é e sempre será feminina”, conta.

Em meio à pandemia, o Magazine Luiza chamou ainda mais a atenção por conseguir crescer. De acordo com Luiza, uma situação que a surpreendeu foi o espírito de cidadania do brasileiro, que decidiu apoiar o comércio local nesses tempos difíceis. “Esse vírus veio para nos desafiar. Quando você pensa que está livre dele, ele volta de outra forma. O que estou sentindo que vai deixar positivo é o espírito de cidadania do brasileiro. Amo o Brasil e nunca esperava que alguém fosse comprar no Magazine Luiza para ajudar o país. Me falaram muito isso nas redes sociais. Na pandemia, fizemos muita coisa, e ajudamos, além de cuidar da nossa equipe”, diz ela. “Só existe uma palavra nesse momento: união. E vacina. O mundo está quebrado, o Brasil está quebrado. É preciso fazer algo”, conclui.

Luiza Helena também lidera o grupo ‘Mulheres do Brasil’, formado em 2012 por 50 mulheres atuantes em diversos segmentos da economia, que se uniram por um objetivo em comum: melhorar o país. Hoje, elas são mais de quatro mil e fazem reuniões para falar sobre assuntos importantes ligados à educação, empreendedorismo, projetos sociais e cotas para mulheres.

“Mulher é amiga de mulher sim. Nós somos muito fortes juntas, uma puxa a outra e isso é impressionante. Por isso, precisamos nos unir com propósitos em comum. O grupo ‘Mulheres do Brasil’ está crescendo demais e queremos ser o maior grupo político apartidário do país (…). Pensamos no Brasil, apenas isso. Estamos buscando soluções”.

A ideia é fazer com que o país consiga progredir e aprenda algo com esse momento difícil de pandemia: “Não podemos renascer do mesmo jeito, precisamos renascer com uma nova pele. O grupo Mulheres do Brasil e eu queremos fazer planejamentos. Nenhum país vai pra frente sem isso. Vamos montar um grupo, a partir de setembro, para estudar nossa educação, saúde, habitação, sustentabilidade e emprego. É algo que ainda está começando. Mas a ideia é essa: entender tudo o que o Brasil já fez até agora e montar um planejamento. Imagina só conseguir digitalizar o SUS, facilitar o acesso aos ótimos serviços que já temos? Educação é algo que vamos ter que rever desde a constituição. É um processo longo, estamos no início”, finaliza.

Play para conferir esse papo inspirador:

Você também pode gostar

Fernanda Montenegro, atriz

Precisamos de tão pouco pra sermos felizes, o problema é que precisamos de muita experiência para compreendermos isso

Amyr Klink, navegador

Para se chegar onde quer, não é preciso força, basta controlar a razão