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Desde a semana passada estamos assistindo estarrecidos ao caos no Afeganistão depois da saída do exercito americano e a retomado do Talibã ao poder. O grupo extremista controlou o Afeganistão entre 1996 e 2001, quando passou a seguir uma versão radical do islamismo vetando vários direitos de seus cidadãos, sendo as mulheres as mais prejudicadas, perdendo quase 100% da sua liberdade. Em 11 de setembro de 2001, o Talibã teve uma participação direta ao atentado contra as Torres Gêmeas do World Trade Center. O grupo protegeu e abrigou o líder da Al-Quaaeda, Osama bin Laden e, como resposta à ofensiva, o governo americano enviou tropas ao Afeganistão que os expulsou e assumiu o controle e desde então estava trabalhando para que o governo democrático legítimo do país assumisse o controle.

Com tantos acontecimentos no país do Oriente Médio, a leitura sobre sua cultura, costumes e o que de fato acontece com pessoas que convivem com esse tipo de regime autoritário é praticamente necessário. Glamurama separou uma lista de 5 títulos indispensáveis sobre o Afeganistão que vale a pena a leitura. Confira:

? ??ç???? ?? ????? – Khaled Hosseini – @globolivros

O romance narra a tocante história da amizade entre Amir e Hassan, dois meninos que vivem no Afeganistão da década de 1970. Durante um campeonato de pipas, Amir perde a chance de defender Hassan, num episódio que marca a vida dos dois amigos para sempre. Vinte anos mais tarde, quando Amir está estabelecido nos Estados Unidos, após ter abandonado um Afeganistão tomado pelos soviéticos, ele retorna a seu país de origem e é obrigado a acertar as contas com o passado.

? ?é???? ??? ?????? ? ?????? – Nadia Hashimi – @editoraarqueiro

Filhas de um viciado em ópio, Rahima e suas irmãs raramente saem de casa ou vão à escola em meio ao governo opressor do Talibã. Sua única esperança é o antigo costume afegão do bacha posh, que permite à jovem Rahima vestir-se e ser tratada como um garoto até chegar à puberdade, ao período de se casar. Como menino, ela poderá frequentar a escola, ir ao mercado, correr pelas ruas e até sustentar a casa, experimentando um tipo de liberdade antes inimaginável e que vai transformá-la para sempre. Contudo, Rahima não é a primeira mulher da família a adotar esse costume tão singular. Um século antes, sua trisavó Shekiba, que ficou órfã devido a uma epidemia de cólera, salvou-se e construiu uma nova vida de maneira semelhante. A mudança deu início a uma jornada que a levou de uma existência de privações em uma vila rural à opulência do palácio do rei, na efervescente metrópole de Cabul.

? ???????? ?? ????? – Åsne Seierstad – @editora_bestseller

O bestseller sobre o Afeganistão pós-Talibã Campeão nas listas de mais vendidos em todo o mundo, traduzido para quarenta países, O livreiro de Cabul foi considerado pela crítica um dos melhores livros de reportagem sobre a vida afegã depois da queda do Talibã. Após conviver três meses com o livreiro Sultan Khan, em Cabul, a jornalista norueguesa Åsne Seierstad compôs este retrato das contradições extremas e da riqueza daquele país. Por mais de vinte anos, Sultan Khan enfrentou as autoridades para prover livros aos moradores de Cabul, e assistiu aos soldados talibãs queimarem pilhas e pilhas de livros nas ruas. Por meio de uma narrativa envolvente, Åsne Seierstad dá voz à família Khan, apresentando ao leitor uma coleção de personagens comoventes que reflete as contradições do Afeganistão.

? ?????? ?? ??? – Khaled Hosseini – @globolivros

Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rasheed, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seu destino. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz – ‘Você pode ser tudo o que quiser’. Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Confrontadas pela História, o que parecia impossível acontece – Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a História continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do ‘todo humano’, somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.

???????? ?? ????? – Harriet Logan – @geracaoeditorial

O livro ”Mulheres de Cabul”, da premiada fotógrafa inglesa Harriet Logan, amplia, de maneira mais realista, o universo afegão mostrado em ‘O Caçador de Pipas’, de Khaled Hosseini, e em ”O Livreiro de Cabul”, de Asne Seierstad. Com mais uma vantagem: traz dezenas de belíssimas fotos. Trata-se de uma reportagem viva, emocionante, quase inacreditável, que supera qualquer ficção. Harriet visitou o Afeganistão para ouvir e fotografar dezenas de mulheres durante o regime do Taleban e depois dele. De setembro de 1996 a outubro de 2001, as mulheres do Afeganistão foram submetidas a absurdas leis repressoras, como não poder trabalhar fora nem frequentar escolas. Era proibido rir em público, ouvir música, empinar pipas, e fotografias eram consideradas formas de idolatria. Foi nesse mundo de trevas que Harriet Logan mergulhou em busca de histórias e imagens humanas e dolorosas, a convite da London Sunday Times Magazine. Era uma missão perigosa, mas o risco valeu a pena, como se pode confirmar nas páginas do livro.

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