Juliana Paes cortou os cabelos para o programa

Juliana Paes e seu cabelo: “É mais que vaidade, é questão de identidade”

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Ju Paes cortou o cabelo pra campanha “Fios pro Bem”

Juliana Paes não conteve as lágrimas nessa quarta-feira, no lançamento da campanha “Fios pro Bem”, que estimula o “corte solidário” e a doação do cabelo para pacientes com câncer, apoiada por sua rede de salões de beleza. Logo após o evento, em um hotel da Barra da Tijuca, no Rio, a atriz recebeu o Glamurama para um bate papo. Perguntamos se existia um motivo particular para ela aderir à causa.

* “Minha cunhada Gabriela, de 36 anos, irmã gêmea do meu marido [Carlos Eduardo Baptista], foi diagnosticada com um tumor no cérebro e ficou sem o cabelo durante o tratamento -o que a fragilizou bastante. Hoje ela está bem melhor, mas foi muito difícil essa parte. É muito mais do que uma questão de vaidade. É uma questão de identidade. A relação da mulher com o cabelo… É como se a pessoa não se reconhecesse mais no espelho sem ele, o que não se limita a estar bonita ou feia. É algo maior. Também tenho amigas na TV que passaram por isso, como a Betty Lago. Tenho uma fan page com 2,5 milhões de pessoas no Facebook. Se a gente não usar a fama para mobilizar por boas causas, de que adianta tudo isso?”, nos disse a atriz, que está de novo visual, com os fios mais curtos, justamente para participar ativamente da iniciativa.

Gabriela, cravo e canela

“Se eu soubesse que ia ficar tão bonita, tinha cortado antes. Eu era uma boba, apegada. Sempre tive cabelão. Se você pega minhas fotos antigas… Era a própria Gabriela [personagem que interpretou na Globo], com aquela juba cacheada! Uma mania velha minha… Esse cabelo combina muito mais com as roupas estruturadas que gosto de usar”.

“Paris, je t’aime”

Pedimos dicas personalizadas de Paris para Juliana, que acaba de voltar da cidade. A resposta? “Olha, eu só fiz coisa bem turistona mesmo. Até de ônibus de city tour eu andei. Subi na Torre Eiffel, me acotovelei com os outros para tirar foto com a Mona Lisa no Louvre… Tudo que meu marido odeia, nunca me deixa fazer e que o David Brazil [promoter carioca que a acompanhou na viagem], que é um palhaço, me dá força. Até nas compras ele me ajudou. Falava: ‘Gasta mesmo! Você trabalha, merece!”. Todo mundo precisa de um amigo assim, né, glamurette? E o que a moça adquiriu por lá? “Muitas bolsas, como essa Prada que estou usando hoje”.

Kikito + Globo de Ouro

Enquanto estava na França, Juliana faturou nada menos do que o Kikito de melhor atriz no Festival de Gramado, com o longa “A Despedida”, que também foi vencedor nas categorias melhor diretor [Marcelo Galvão] e melhor ator [Nelson Xavier]. “Nosso filme abriu o festival, foi incrível, mas lá não foi a pré-estreia oficial. Agora foi me dedicar ao calendário de divulgação. Depois disso, vou gravar com o Márcio Garcia um revival do ‘Globo de Ouro’, no canal a cabo Viva. Serão dez programas especiais. Deve ir ao ar em novembro. Eu adoro assistir aos antigos no Viva, ver as roupas que os artistas usavam naquela época. Sabe o que é? Hoje em dia tem rede social, você fica próximo do ídolo. Antes a gente precisava esperar um Globo de Ouro para ver o Paulo Ricardo”.

Gostei, quero mais!

“Lá para o fim de novembro, início de dezembro entro em um galpão com o Luiz Fernando Carvalho para gravar a próxima minisserie dele [baseada no romance ‘A História de Amor de Fernando e Isaura’, de Ariano Suassuna]. Gostei muito de trabalhar com o Luiz em ‘Meu Pedacinho de Chão e fiquei muito feliz ao saber que ele me queria de novo em seu elenco”. Sobre o fato da novela ter sido um sucesso de crítica, mas não de audiência… “A leitura que se faz é muito tacanha. ‘Pedacinho’ manteve o Ibope da faixa de horário. Hoje em dia, por melhor que a novela seja, não vai mudar o índice de audiência. Pode ser inacreditável, inovadora, mas é a hora que as pessoas estão chegando em casa. Tem o hábito do computador, a guerra com a TV paga. Sendo boa ou ruim, a verdade é que a audiência vai se manter. É um padrão de comportamento brasileiro. Então o que vale é o sucesso de crítica. Vou te contar que o feedback, o retorno nas ruas que tive com essa personagem não tive em algumas novelas das oito. As pessoas, quando me encontravam por aí, pediam para eu mexer os dedinhos daquele jeito, para visitar a cidade cenográfica. Isso que vale”. (Por Michelle Licory)

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