Jorge Ben Jor || Créditos: Reprodução/ FaceBook

Jorge Ben Jor: “Antes, mesmo que não fosse bom, vendia. Hoje a gente tenta, mas…”

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Jorge Ben Jor || Créditos: Reprodução/ FaceBook

Jorge Ben Jor, 55 anos de carreira, não quer deixar de produzir. “Lancei no dia de São Valentim, 14 de fevereiro, a música ‘São Valentim’. Agora, como é tudo moderno, não sai mais em disco, mas saiu. Lançamos nas plataformas digitais. Ficou muito bonita, um lance novo, e um romance… Em homenagem ao padroeiro dos namorados… Repercutiu bem. Você não conhece, mas tem que ouvir. É bonita mesmo”, nos disse o cantor.

“Se arriscar muito, perde”

Por falar em “lance novo”, como é para um veterano fazer apostas nesse novo cenário da indústria fonográfica? “Olha, agora tem que ir por um lado certo. Não pode arriscar muito. Se arriscar muito, perde. Tem que saber a hora certa de lançar… Não pode ser de qualquer maneira. Não se vende mais como antigamente.”

“Antes, mesmo que o álbum não fosse bom, vendia”

Jorge confessa: “Antes, mesmo que o álbum não fosse bom, que o LP não agradasse, mesmo assim ele vendia. A gente tinha um produto [físico] e vendia bastante. Hoje em dia não tem mais. Acabou o original. Tem que ver o que a garotada quer… E o meu público quer escutar minhas músicas antigas”.

“Fico sempre tentando fazer o ‘Mas que Nada’, mas é impossível”

Existe uma cobrança interna para fazer o mesmo sucesso de antes? “A gente se cobra, mas é difícil repetir aquilo. Você tenta. Mas fazer uma música com a mesma resposta de antes, aquele sucesso… Tem que ter essas coisas novas. Eu fico sempre tentando fazer o ‘Mas que Nada’, mas é impossível. É uma canção encantada, nem precisou de versão. Fez sucesso em português mesmo no mundo inteiro. Mas são 50 anos de carreira e é aquele negócio: você não pode parar”.

“Tomei um susto”

Em tempo: aproveitamos para perguntar para Jorge sua opinião sobre a situação de outro veterano, João Gilberto, interditado, com problemas financeiros e de saúde, vivendo recluso… “Tomei um susto quando soube o que aconteceu com ele, a Bebel [Gilberto, sua filha] pedindo para arrombar a porta do apartamento. Mas o João Gilberto ninguém vê. Nunca. Sempre foi assim. Eu vi três vezes na vida e falei com ele uma vez só. É difícil…” (por Michelle Licory)

Aqui embaixo, “São Valentim”: play!

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