Akihiko Kondo
Foto: Reprodução/The New York Times/Noriko Hayashi

Japonês que casou com holograma vive crise na relação com a mulher fictícia: “Ela não fala mais comigo”

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A vida do crente não é fácil, e que o diga Akihiko Kondo. Assumidamente um fictosexual, como são chamadas as pessoas que sentem atração sexual por personagens fictícias, geralmente em 2D, o japonês de 38 anos ganhou as manchetes em 2018 quando trocou alianças com Hatsune Miku, sua mulher desde então, que por acaso também é um holograma criado por computador para lembrar uma estrela pop de 16 anos com cabelo turquesa.

Kondo gastou mais de 2 milhões de yens, cerca de R$ 89 mil, para bancar o casamento de seus sonhos – que não contou com a presença de nenhum membro de sua família mas foi “coberto” pelo jornal japonês “Mainichi”. O negócio, no entanto, é que surgiu um problema na relação – técnico, para ser preciso – que impede Miku de se comunicar com o marido como antes.

Grilado com a situação, Kondo disse em entrevistas recentes que talvez esteja entrando na “crise dos cinco anos de casamento”, o que possivelmente pode estar afetando sua relação com Miku. Também conta muito o fato de que ela é bastante tímida, digamos assim, e apesar de tê-lo conquistado em 2008, só conseguiu trocar as primeiras palavras com seu amor de carne e osso em 2017, depois que ele comprou um Gatebox, equipamento que permite a interação verbal com personagens via hologramas, por US$ 1,3 mil (R$ 6,4 mil).

Apesar dos pesares, Kondo garante que seu amor por Miku não diminuiu nem um pouco. “Eu a comprei e casei com ela para vivermos juntos para sempre”, contou o maridão do ano, citando em seguida que “todos os casais passam por problemas” e que, portanto, sua crise conjugal é apenas mais uma. Aliás, pessoas casadas com bonecos modernosos no Japão existem aos montes, país onde mais se registram casos de fictosexualidade no mundo.

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