Jane Di Castro: de batom vermelho, a transsexual volta aos palcos com direção de Ney Latorraca || Créditos: Divulgação

Jane Di Castro volta aos palcos com seu batom vermelho e Ney Latorraca

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Jane Di Castro: de batom vermelho, a transsexual volta aos palcos com direção de Ney Latorraca || Créditos: Divulgação
Jane Di Castro: de batom vermelho, a transsexual volta aos palcos com direção de Ney Latorraca || Créditos: Divulgação

Às vesperas de completar 50 anos de carreira e aos 68 anos, Jane Di Castro – o Di Castro foi dado por Bibi Ferreira –  retorna aos palcos cariocas em apresentações especiais de “Passo Batom”, peça/show que entrou em cartaz em 1984 e retorna este ano com a direção de Ney Latorraca. O nome escolhido para a peça não poderia ser mais a cara de Jane: “Quando era criança eu vivia passando o batom de minha mãe escondido. Uma mulher fica mais colorida quando usa batom, assim, vermelho, sabe? É quase um fetiche. Eu não consigo me ver como mulher sem usar um vermelho bem intenso.”

Ao longo dos quase 80 minutos de peça, Jane conta histórias de sua vida e viagens pela Europa intercalando com músicas que pontuaram esses momentos. Em cada mudança de história, uma passada de batom vermelho, claro. Acompanhada de quatro músicos, a artista interpreta clássicos da música antiga e moderna. “La vie en rose” da Edit Piaf, “New York, New York” do Sinatra… Essas músicas têm um significado muito grande para mim. Fiquei sem cantar por um tempo e meus amigos pediam para que eu voltasse. Então voltei. É uma coisa que gosto de fazer.”

A escolha de Ney Latorraca para a direção do espetáculo não poderia ser outra. “Esse, na verdade, é um presente que Ney me deu. Tive a vontade de voltar com o projeto mas ele ficou ruim, quase morreu, e então tivemos que esperar um pouco. Agora, com a vida ao normal, voltamos com o projeto e estamos super animados.”

Em tempos de visibilidade trans no Brasil, Jane dispara: “O que está acontecendo hoje é reflexo do que a minha geração passou. Nós enfrentamos a polícia, os militares, sofremos agressão. Acho que estamos caminhando para um ideal. Ainda há muito o que percorrer, mas já é um passo. Aquela transsexual que foi crucificada, não precisava daquilo. O Brasil é um país muito religioso, ela poderia ter feito a sua militância, mas de outra forma. Não condeno. Cada um tem sua política e sabe o que para si é certo ou errado.” No vídeo, Jane Di Castro apresenta “Non, Je Ne Regrette Rien”. Bravo!

Serviço:

“Passo Batom”
Sala Baden Powell
Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360
(21) 2255-1067
24, 25 e 31 de julho e 1º de agosto às 20h.
26 de julho e 2 de agosto às 18h30.
R$ 40,00
Classificação: 16 anos

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