A Favorita tem o melhor final de novela dos últimos tempos

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Donatela e Flora, como Faísca e Espoleta: vão deixar saudades
Desde o começo, quando o principal segredo da trama foi revelado e o público, de cara, já sabia quem era quem e o papel de cada personagem, “A Favorita” deixou claro que tinha entrado no ar para inovar o modelo de “novela das 8” a que todo mundo estava acostumado a assistir.


* E o que pôde ser visto pelos milhares de pessoas que acompanharam a saga de Flora e Donatela no último capítulo da trama, exibido nessa sexta-feira pela TV Globo, foi um desfecho à altura do que a trama merecia. Poucas vezes, principalmente na última década, uma novela conseguiu ter um final tão bom. Nada de situações resolvidas na última hora, cortes bruscos e errados na edição, textos mal escritos… Ao contrário: uma sequência de cenas e momentos da maior qualidade.


* O final de Flora, na indiscutível melhor atuação da carreira de Patrícia Pillar, que levou um tiro da própria filha, Lara (Mariana Ximenes), e foi parar atrás das grades e se apresentando para uma nova detenta como Donatela; o monólogo comovente de Catarina, personagem de Lília Cabral, ao explicar que não poderia voltar a se casar porque tinha descoberto a liberdade e precisava aproveitá-la – indo, em seu último momento na novela, viajar para Buenos Aires com Estela (Paula Burlamaqui) – sem contar a cena final de Donatela, que se lembra com ternura e amor de Flora, e da primeira vez em que as duas, ainda meninas, cantaram juntas.  


* Tudo resultado de uma afinada equipe de roteiristas, liderada pelo autor João Emanuel Carneiro, direção inspirada, talento de sobra e harmonia entre os atores. Uma receita que sempre vale a pena ver de novo.

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