AmarElo: É Tudo pra Ontem’ || Divulgação Netflix

Glamurama assistiu o doc ‘AmarElo: É tudo pra Ontem’, de Emicida, que cumpre seu propósito ao ensinar e promover a cultura negra do Brasil

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AmarElo: É Tudo pra Ontem’ || Divulgação Netflix

Glamurama assistiu primeiro ‘AmarElo: É Tudo pra Ontem’, de Emicida, que chega à Netflix nesta terça-feira, e garante: a história é muito bem costurada e vale a pena assistir. O que podemos adiantar é que o documentário ilumina a história e cultura negra brasileira nos últimos 100 anos com o show ‘AmarElo’, que o rapper gravou em novembro de 2019, no Theatro Municipal de São Paulo. E Emicida faz questão de explicar o local escolhido para a apresentação: “Por que não tem uma viga, não tem uma ponte, não tem uma rua que não tenha tido uma mão negra trabalhando”, afirma no documentário.

A produção dirigida por Fred Ouro Preto, é narrada pelo próprio Emicida e mescla a trajetória e os sonhos do rapper antes da fama, o processo de criação do seu último álbum ‘AmarElo’ sempre com importantes referências negras, seja com relatos de acontecimentos e a biografia de nomes de negros ligados à política, música e teatro que ele admira e que fizeram a diferença na luta pelo fim do racismo. Em papo online nesta quinta-feira, Emicida contou: “Fomos antecedidos por gente muito f**a, corajosa, grandiosa, que não sucumbiu, não se deixou diminuir, não deixou a mediocridade sequestrar. Penso que a gente tem a honra de estar vivo neste tempo e dar continuidade a grandiosidade dessas pessoas. Essa é a coisa que o filme mais me fala. Colocamos no centro de reflexão do ‘AmarElo’  que através do encontro a gente consegue produzir muita coisa maravilhosa, principalmente em um ano tão difícil, fazer um filme que traz essa energia. Fomos muito honestos e felizes na seleção do trabalho de pesquisa, na edição. É um trabalho de time”,

O artista também falou sobre o alcance que o projeto terá em uma plataforma de streaming, além de espalhar aspectos culturais da história do Brasil para todo o mundo: “O digital faz isso. Talvez se estivéssemos negociando com salas de cinema hoje, a gente reduzisse o alcance do material. Vamos dar um salto para 190 países a partir do dia 8.  As pessoas vão ver algo respeitável, grandioso, que foi roubado delas de alguma maneira porque elas entendem a cultura do Brasil, mas não entendem a origem. É esse o presente que damos para dentro e fora do país”.

O doc. impressiona pela fotografia e pelos vários emocionantes e cumpre o seu propósito: valorizar o Brasil real “é pra ontem”. (por Luzara Pinho)

 

 

 

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