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Glamurama entrega as historias por trás de CEOs de sucesso

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Glamurama participou da etapa carioca do evento de empreendedorismo CEO Summit Rio 2015, promovido por Ernst & Young, Endeavor e Sebrae, nessa quinta-feira no Teatro Tom Jobim, no Jardim Botânico, Rio. Foram três painéis que discutiram as lições do esporte para a vida empreendedora, o ambiente de negócios no Rio e as tendências de negócios na área de saúde. A gente separou alguns dos trechos mais bacanas das experiências divididas pelos top executivos convidados para esses painéis.

Luis Mattar – CEO da Tivit e finalista EOY 2013

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Luis Mattar || Crédito: Juliana Rezende

“Quando eu era atleta, me sentia um ET. Era só comer, dormir, treinar. Viajava 40 semanas por ano atrás de competições. Aos 20 e poucos anos, sobrava pouco tempo para diversão, namorar. Eu tinha que abrir mão de tudo que é bom para fazer o que era necessário. Foi meu pai que, apaixonado por tênis, me empurrou para o esporte. O que eu aprendi com o tênis e que uso como empresário é que muitas vezes a vida não é justa. Se você está em uma disputa por um negócio, entra em uma concorrência que não dá certo… Isso também acontece no esporte. Mesmo que você ganhe uma final, semana que vem o jogo começa de novo. Você não pode ficar olhando pra trás, para o passado, chorando. Tem que aprender com os tropeços e olhar sempre pra frente.”

Cristina Palmaka, presidente da SAP do Brasil e maratonista amadora

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Cris Palmaka || Crédito: Juliana Rezende

“Lidar com frustração é importante. Até no esporte amador. Um grande aprendizado é a resiliência. O emocional é superimportante. Se você está em um momento delicado no mercado, participando de uma concorrência, não resolve nada ficar desesperado. É preciso passar tranquilidade, reconhecer os problemas e buscar soluções. É necessário paciência e foco.”

Romeu Cortês – CEO da DASA

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Romeu Cortês || Crédito: Juliana Rezende

“Eu não tinha dinheiro. Consegui estudar em Harvard com bolsa do CAPES. Imagina eu solteiro, sem grana no frio de Boston? Consegui. Ainda não tinha dinheiro quando comecei a assinar promissórias de um milhão de dólares para montar meu negócio. Você não raciocina muito. Vai no sonho. E se qualifica. Quem não tem dinheiro, fica corajoso. Eu virei uma dívida ambulante. Um sócio me disse: ‘Se quebrar, você tem como pagar?’ Respondi ‘claro que não’. Ele? ‘Então assina que o risco é meu’. Fiquei 4 anos no vermelho. Deu vontade de desistir. Mas aí as coisas começaram a melhorar. De qualquer forma, ser médico e partir para o meu primeiro negócio foi a coisa mais difícil da minha vida. O jovem é imediatista, mas tem que se qualificar, trabalhar duro e o retorno financeiro tem que ser consequência. É preciso ir step by step. Ser retilíneo. Assim você passa pelos buracos. Quem tem pressa de ganhar dinheiro acaba fazendo umas curvas que não são boas.”

Jorge Moll, fundador e presidente da Rede D’Or

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Jorge Mall || Crédito: Juliana Rezende

“Quando montei o hospital Barra D’Or… A inauguração foi como um transatlântico que você joga no mar e não sabe no que vai dar. Era um investimento maior que tudo que eu tinha. E o crédito naquela época era difícil. Na vida de um empresário, sempre tem grandes apertos. Sou médico de formação. Antigamente, se queriam me desvalorizar era só me chamar de empresário. Eu dizia: ‘não sou empresário, sou médico’. Foi só quando aceitei um prêmio de empresário do ano da FIRJAN é que saí do armário e aceitei esse emprego de empresário. Era a época da novela do Felix [Mateus Solano], que se passava em um hospital, então eu usei esse termo mesmo no meu discurso: sair do armário.”

Cello Macedo, fundador da cervejaria Devassa

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Cello Macedo || Crédito: Juliana Rezende

“Sou paulista e achava que ia ser músico. Também gostava de cinema. Minha ideia era fazer som pra cinema. Fui morar em Londres para ter contato com a cena musical de lá, nos anos 80. E, para me sustentar, trabalhava em um bar. Comecei lavando prato, no fim estava fazendo os drinks. Voltei para São Paulo, montei uma banda, Las Chicas Tienem Fuego, com o Caíto Maia, que fundou a Chilli Beans. E eu acabei criando a Devassa. Tudo a ver, né? Mas isso já foi no Rio. Primeiro montei um bar em São Paulo. Foi dando certo e as coisas foram crescendo organicamente. Mas eu casei… Mesmo na noite, isso acontece. E vir para o Rio foi uma opção de vida, não de negócio. Abrimos o restaurante Zazá Bistrô em Ipanema, o 00, na Gávea, e em 2002 a Devassa. Com a cerveja, a gente tinha o sonho de se internacionalizar. Me falaram que ela tinha potencial para ser a próxima Corona. Mas fomos comprados antes. No Rio, é quase uma irresponsabilidade empreender. Mas pra mim isso é sedutor, está no meu espírito. Essa vontade de encarar, de sair da zona de conforto. Vou me jogar aqui e fazer acontecer. Tomar porrada, mas aguenta o tranco. Isso deveria ser ensinado na escola, como Português e Matemática. Eu estimulo meus filhos dessa forma. Minha filha vendia brigadeiro no condomínio.”

Roberta Antunes, co-fundadora e COO do Hotel Urbano

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Roberta Antunes || Crédito: Juliana Rezende

“Pra gente não existe o não, o não dá. Vamos tentar! A gente erra todo dia. O erro faz parte do aprendizado. Isso que move a empresa. Está tudo sempre rodando. Minha ideia não é instruir pessoas [da equipe], e sim inspirar pessoas. O Hotel Urbano não vai ser a mesma coisa daqui a dois anos. E, se for, está errado. E a gente já era. Não pode. Agradeço aos meus concorrentes, que me fazem querer ser melhor a cada dia. Uma marca brasileira é vista com simpatia lá fora. A gente pensa em se internacionalizar, mas ainda estamos, primeiro, fincando bandeira aqui. Não acredito muito em grandes ideias, mas sim em grandes execuções.”

 

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