Expo “Dizer Não” reflete sobre o papel da arte em tempos difíceis com 47 obras de artistas diferentes

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Lia Chaia – Mil Olhos || Créditos: Divulgação

A arte pode dizer não? Como artistas, produtores e pensadores da cultura podem reagir aos problemas contemporâneos da sociedade? Essas são algumas das perguntas que a exposição “Dizer Não” busca responder. Em uma tentativa de encontrar o lugar da arte em tempos difíceis, o Ateliê397, espaço independente de artes visuais em São Paulo, inaugurou a mostra que está aberta ao público até 19 de setembro.

Sob organização de Thais Rivitti, Edu Marin, Adriana Rodrigues e Érica Burini, 47 obras de diferentes artistas, desde Leda Catunda e Cildo Meireles passando por Lucimélia Romão e Rafael Amorim, foram selecionadas. Reunindo gerações, a exposição procura despertar a reflexão sobre o papel da arte em meio a lutas políticas, reivindicações sociais e pandemia, justamente em um momento em que sua própria sobrevivência está em risco. Afinal, o que pode a arte contra a barbárie?

Na declaração curatorial e carta aberta enviada aos artistas, os quatro organizadores avisam: “Este não é um convite para participar de uma mostra, mas uma proposta de estarmos juntos. Na medida de nossas próprias limitações e das limitações do tempo em que vivemos. Por meio do projeto tentamos tornar público o que está sendo pensado e produzido nestes tempos sombrios apostando que podemos construir um grande ‘Não’ em conjunto”.

“Dizer Não” está exposta no novo endereço do Ateliê397, na Rua Cruzeiro, 802, no bairro da Barra Funda, em São Paulo, de quinta e sexta das 14h às 18h e sábado e domingo das 11h às 19h. Com máscara, álcool em gel e distanciamento, não há necessidade de agendamento prévio.

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