Depois do Festival de Berlim, documentário brasileiro “A Última Floresta” conquista dois novos prêmios

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“A Última Floresta” || Créditos: Reprodução

O documentário “A Última Floresta”, que mostra um território Yanomani isolado na Amazônia está colecionando prêmios. Depois de ganhar o título de Melhor Filme no 18º Seoul Eco Film Festival, na Coreia do Sul, e vencer o prêmio do público na mostra Panorama no 71º Festival de Berlim, o longa de Luiz Bolognesi (“Ex-Pajé”) acaba de ganhar como Melhor Documentário no Festival Zeichen der Natcht, em Berlim, e o Prêmio Artístico de Melhor Obra no Festival dos Povos Originários, de Montreal. 

Retratando o cotidiano do xamã Davi Kopenawa na busca para proteger as tradições de sua comunidade e contá-las para o homem branco que, segundo ele,  nunca os viu, nem os ouviu, a produção mostra a batalha de Kopenawa para tentar manter vivos os espíritos da floresta. Junto com os demais indígenas, ele luta para que a lei seja cumprida e os invasores do garimpo sejam retirados do território legalmente demarcado. Afinal, vale lembrar que mais de 10 mil garimpeiros ilegais invadiram o local em 2020, derrubando a floresta, envenenando os rios e espalhando Covid-19 e outras doenças entre os indígenas. 

Com previsão de estreia nos cinemas brasileiros para 9 de setembro, o filme é uma produção de Fabiano e Caio Gullane e da Buriti Filmes, em associação com a Hutukara Associação Yanomami e o Instituto Socioambiental (ISA), que fazem questão de exaltar o cinema nacional: “São projetos com grande articulação internacional. É uma grande conquista para o nosso audiovisual em um momento de tanta tristeza no nosso país”.

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