Jamie Siminoff, da Ring || Créditos: Reprodução

Depois de ser esnobado em reality show, americano vende empresa para a Amazon por US$ 1 bi

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Jamie Siminoff, da Ring || Créditos: Reprodução

Houve uma época em que americano Jamie Siminoff acreditava que a grande chance de sua vida tinha sido em 2013, quando participou do reality show americano “Shark Tank” – no qual pessoas expõem seus projetos de negócios mais ambiciosos em rede nacional e diante de um painel de experts, sempre em busca de financiamento – e pôde revelar ao mundo sua grande ideia: uma campainha que, a partir do toque e com o auxílio de uma câmera de reconhecimento facial, permitia a identificação imediata de quem a apertou.

Então chamada de “DoorBot”, a novidade não impressionou a maioria dos membros do júri do programa, entre eles o bilionário Mark Cuban, e resultou em Siminoff sendo humilhado na frente das câmeras e voltando pra casa sem os US$ 700 mil (R$ 2,27 milhões) que foi pleitear. Sem se deixar abalar pelo episódio, o empresário decidiu arregaçar as mangas e continuou acreditando que tinha algo de valor em mãos.

Não fosse por isso ele não teria conseguido chamar a atenção de Richard Branson em 2015, já que o bilionário britânico acreditou no potencial do DoorBot – nessa época já rebatizado simplesmente como “Ring” – e participou de uma rodada de investimentos orquestrada por Siminoff que levantou mais de US$ 28 milhões (R$ 91 milhões). Teria sido uma vingança e tanto, mas a história não termina aí…

Nesta terça-feira, a Amazon anunciou que vai comprar a Ring por US$ 1 bilhão (R$ 3,25 bilhões) em dinheiro. Esta foi a primeira grande aquisição da varejista online fundada por Jeff Bezos desde que esta assumiu o controle da rede de supermercados Whole Foods Market, em meados do ano passado, o que efetivamente faz de Siminoff um dos
maiores empreendedores do ano até agora nos Estados Unidos.

Com pelo menos US$ 26 bilhões (R$ 84,5 bilhões) em caixa para sair às compras, a Amazon aposta há tempos no segmento de inovações tecnológicas pensadas para o lar, um nicho de mercado que cresce a passos largos no hemisfério norte. Difícil dizer se Siminoff sabia disso quando criou a Ring, mas é pouco provável que o sentimento dele neste momento seja qualquer outro que não o de pura alegria pelo feito que conquistou. Nada como um dia após o outro, hein! (Por Anderson Antunes)

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