As mandingas dos famosos estão na obra de Ellen Weinstein || Créditos: Reprodução

De Frida Kahlo a Dalí: as superstições de 8 personalidades reveladas em novo livro

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As mandingas dos famosos estão na obra de Ellen Weinstein || Créditos: Reprodução

Que atire a primeira pedra quem nunca bateu três vezes na madeira ou evitou passar debaixo de uma escada. Um dos povos mais supersticiosos do mundo, o brasileiro tem lá suas mandingas quando o assunto é evitar o azar e – principalmente – chamar a sorte.

Mas é claro que isso não é uma exclusividade nossa, ou tampouco de pessoas comuns, tanto que a escritora e ilustradora americana Ellen Weinstein, que é assumidamente supersticiosa, está lançando um livro que trata do assunto.

Em “Recipes for Good Luck: The Superstitions, Rituals, and Practices of Extraordinary People” (“Receitas para a Sorte: As Superstições, Práticas e Rituais de Pessoas Extraordinárias”, em tradução livre), ela aborda a maneira como certas personalidades lidavam com o oculto.

“Isso é parte da condição humana: o desejo de controlar as coisas sobre as quais não temos poder”, Weinstein disse em uma entrevista ao site “Artsy.net”. “E afeta a todos, de um jeito ou de outro”.

Continua lendo que a seguir a gente revela os truques que oito desses famosos usavam ou usam para atrair só as melhores energias, revelados na obra de Weinstein… (Por Anderson Antunes)

Coco Chanel || Créditos: Getty Images

Coco Chanel

A primeira-dama da moda dispensa apresentações. De temperamento forte e extremamente decidida em tudo o que fazia, a criadora do perfume Chanel Number 5 levava a sério esse negócio de superstição. Quer uma prova? Mademoiselle batizou a fragrância assim porque ouviu de uma vidente, aos 5 anos de idade, que esse era seu número de sorte. O apartamento onde a fashionista morava na rue Cambon, em Paris, também tinha um candelabro com detalhes que formavam “cincos”, sem falar que Chanel apresentava suas novas coleções religiosamente no quinto dia de maio (o quinto mês do ano).

Pablo Picasso || Créditos: Reprodução

Pablo Picasso

Outro supersticioso que marcou época foi Picasso. O pintor espanhol, que viveu entre 1881 e 1973, tinha o hábito de jamais se desfazer de roupas velhas ou de jogar fora os cabelos e unhas que cortava, por medo de que com isso perdesse sua “essência”. E se hoje em dia bilionários de todo o mundo fazem de tudo para colecionar Picassos, o artista estava nessa muito antes deles: como tinha grande dificuldade em se desfazer de suas criações, ele deixou para os herdeiros um acervo com mais de 50 mil trabalhos próprios quando morreu e que, é claro, é avaliado em centenas de milhões de dólares.

Charles Dickens || Créditos: Reprodução

Charles Dickens

Autor de alguns dos livros de aventuras mais famosos de todos os tempos, o escritor britânico carregava consigo uma bússola por onde quer que fosse e sempre se certificava de que estava voltado para o norte na hora de dormir. É que ele achava que com o truque conseguiria manter sua criatividade e capacidade de escrita em alta, o que parece ter funcionado. Hoje ele é mais lembrado pelo tom crítico sobre os rumos da sociedade vitoriana em que viveu em alguns de seus livros mais conhecidos, como “Grandes Esperanças” e “Um Conto de Natal”, algo que alguns especialistas descrevem atualmente, por uma ironia do destino, de “forte bússola moral” da época.

Yoko Ono || Créditos: Getty Images

Yono Ono

Artista multimídia renomada, a viúva de John Lennon tinha uma sensibilidade fora do comum para luzes e sons quando era criança. Certo dia ela descobriu que ao acender um fósforo em um quarto escuro e em seguida assistir sua chama se apagando aos poucos lhe trazia um pouco de alívio, e a partir daí adotou o ritual para lidar com o problema e se acalmar sempre que precisa. Muito tempo depois, nos anos 1950, ela o transformou em arte com a performance “Lighting Piece: Light a Match and Watch It Till It Goes Out”, que gravou com o coletivo Fluxus e é até hoje um dos maiores marcos na carreira dela.

Diane von Fürstenberg || Créditos: Getty Images

Diane von Fürstenberg

No caso da estilista e ícone de moda, a sorte está no que considera ser um amuleto, e que ela ganhou do pai quando criança: uma moeda de ouro de 20 francos belgas que ele escondeu no sapato durante a Segunda Guerra Mundial, por ser seu único objeto de valor. A dona da grife que leva seu nome, presente em mais de 50 países, costuma ir aos desfiles de suas novas coleções com a peça de metal presa nos saltos para lembrar que tem nas veias o mesmo sangue de alguém que sobreviveu a uma das maiores tragédias da humanidade.

Frida Kahlo || Créditos: Getty Images

Frida Kahlo

Além do talento para pintar quadros, a artista mexicana também era famosa pelo gosto pela jardinagem. Não por acaso, os trabalhos de Kahlo geralmente incluem retratações de plantas e flores que ela mantinha na Casa Azul, em Coyoacán, na Cidade do México, onde hoje está o Museu Frida Kahlo. O estúdio dela ficava estrategicamente de
frente para um jardim, no qual ela passava horas por dia buscando inspiração. Kahlo acreditava tanto nessa interação com a natureza que fez questão de exigir que o quarto que ocupou na residência depois de um período no hospital ficasse de frente para o espaço, que acabou se tornando seu leito de morte.

Dr. Seuss || Créditos: Getty Images

Dr. Seuss

O escritor e ilustrador americano Theodor Seuss Geiseil, mais conhecido pelo nome artístico Dr. Seuss, mantinha em casa uma coleção com mais de 300 chapéus. E por um motivo especial: sempre que tinha dificuldade para encontrar as palavras certas na hora de escrever, ele escolhia um, que fazia questão de usar até se sentir inspirado. Graças ao hábito “diferentão’, ele criou peças da literatura infantil que fazem enorme sucesso até hoje, como “O Gato” e “O Grinch”, ambos adaptados para a telona por Hollywood.

Salvador Dalí || Créditos: Getty Images

Salvador Dalí

Assumidamente supersticioso, o gênio do surrealismo espanhol tinha vários hábitos e manias esquisitas. Uma delas era não sair de casa sem um pedaço de tronco de árvore nas mãos ou no bolso, algo que fazia para afastar espíritos ruins. Dalí também tinha o costume de aparecer fantasiado nas aulas e palestras que dava, com o intuito de manter a atenção do público que o assistia, mas também porque gostava do “dress code” inusitado. Por causa disso, ele quase morreu uma vez: a roupa de mergulho que usou, com capacete e tudo, era tão apertada e fechada que por pouco não o sufocou.

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