Colegas prestigiam mostra de Beatriz Milhazes: ‘Na verdade, ela é tímida’

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Arto Lindsay e Beatriz Milhazes, Adriana Varejão, Marcia Fortes e Francis Marinho, Constança Basto, Claudia Abreu e José Henrique Fonseca e Alexandre Accioly com a mulher, Renata Padilha: multicolorido

Beatriz Milhazes, horas depois de conversar com o Glamurama, inaugurou a exposição “Meu Bem”, na noite dessa quinta-feira, no Paço Imperial, no Rio. Por lá, a colega Adriana Varejão, que mostrava fotos da filha mais nova, Violeta. “Ela vai fazer dois meses. Está linda.” Perguntamos se Adriana concorda com a análise de Beatriz, que atribui aos elementos de brasilidade no trabalho das duas o fato de serem tão valorizadas no mercado internacional. “Esse é o principal motivo”, limitou-se a dizer, sempre econômica com as palavras.

* O veterano Antônio Dias foi outro que prestigiou o evento. “Por que a Beatriz é a brasileira mais cara eu não sei, mas ela é interessante por ser muito audaciosa.” Quem também passou por lá? Alexandre Accioly, que emprestou para a mostra uma tela de sua coleção, “O Ano Em Que Vivemos Perigosamente”, Arto Lindsay, Marcia Fortes, da galeria Fortes Vilaça, Zeca Camargo, Francis Marinho e Constança Basto, que ficou toda feliz ao ver uma sacolinha de sua marca de sapatos fazendo parte de uma colagem em um dos quadros em exibição. Claudia Abreu foi com o marido, José Henrique Fonseca, que aproveitou a ocasião e filmou mais um trecho do documentário que está produzindo sobre Beatriz.

“Registrei as mostras de Berlim, da Art Basel, em Miami, da Fundação Cartier, em Paris, o trabalho de gravuras na Pensilvânia… Tenho cem horas de material. Preciso começar a montar”, disse o cineasta. E o que você descobriu com o convívio com ela? “Os quadros são imperfeitos, e por isso únicos. Você olha de longe e vê perfeição. De perto, percebe as ranhuras, as camadas. No ateliê, eu via uma peça e comentava: ‘está linda!’. Ela dizia que ainda ia trabalhar três, quatro meses naquilo! Beatriz é obstinada com suas criações. Como pessoa, ela é bem diferente das telas, que são coloridas, expansivas. Beatriz é reservada, preserva muito sua vida pessoal… Na verdade, ela é tímida. Essa foi uma barreira que a gente precisou vencer.”

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