Rodney e Ekaterina Baker
Rodney e Ekaterina Baker || Créditos: Reprodução

Casal de milionários canadenses finge ser recepcionista de hotel para ser vacinado. E consegue!

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Rodney e Ekaterina Baker
Rodney e Ekaterina Baker || Créditos: Reprodução

Pensa que é só no Brasil que estão fazendo de tudo para furar a fila da vacina contra a Covid-19? Leia essa: até recentemente CEO de uma das maiores redes de cassinos do Canadá, com salário anual na casa dos US$ 11 milhões (R$ 59,6 milhões), o executivo canadense Rodney Baker e sua mulher, a atriz de origem russa Ekaterina Baker, fretaram um jatinho no último fim de semana e viajaram de Vancouver até a região de Avon, no Colorado, para receber – ilegalmente – doses do imunizante da farmacêutica Moderna contra o novo coronavírus que estão sendo aplicadas nos residentes de uma comunidade indígena remota do estado que fica nas Montanhas Rochosas dos Estados Unidos.

Assim que chegou ao destino, o casal saiu do aeroporto direto para uma clínica local para a aplicação de vacinas exclusivas para quem vive nos EUA, se passando por recepcionistas de hotel, uma vez que esses profissionais que lidam com o público têm a preferência na hora da imunização por lá, e jurando de pés juntos que viviam no “lado de cá” da fronteira.

Depois de vacinados, Ekaterina, de 32 anos, e Baker, de 55, pediram uma carona de volta até o aeroporto, o que despertou a suspeita do pessoal da tal clínica, que chamou a polícia para averiguar o que estava acontecendo. Pegos no flagra, os dois confessaram a mentira que orquestraram e agora serão processados por dois crimes (não ter cumprido a quarentena obrigatório de 14 dias depois de seu desembarque nos EUA e por ter colocado a saúde do povo de Avon em risco), pelos quais poderão pagar multas de até US$ 1.150 e correm o risco de serem condenados a até seis meses de prisão.

Assim que a história sem pé nem cabeça deles veio à tona, numa reportagem da rede americana de televisão “CBC”, Baker decidiu renunciar ao comando da Great Canadian Gaming Corporation, que emprega mais de 9,4 mil funcionários, tem faturamento anual de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,5 bilhões) e desde o ano passado está sendo investigada pelas autoridades canadenses por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. (Por Anderson Antunes)

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