Bianca Bin || Créditos: Juliana Rezende

Bianca Bin questiona Sergio Guizé: “Esse amor é muito estranho pra mim”

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Bianca Bin || Créditos: Juliana Rezende

Bianca Bin agora é Clara, a protagonista de “O Outro Lado do Paraíso”, que estreou nessa segunda-feira, na Globo. A mocinha vai sofrer na mão do marido, Gael [Sergio Guizé], que diz que a ama, mas a agride fisicamente em crises de fúria. A família dele – interessada nas minas de esmeralda das quais ela é herdeira – também a fará passar maus bocados – até seu filho será roubado. Sergio, durante uma entrevista pra gente, disse: “Ele não é um mau caráter. Não sei se é doente. A mãe [Marieta Severo] o manipula muito, e ele acaba cometendo erros”, mas “o amor é mais importante que tudo”. O que Bianca acha disso? “Não é mau caráter? Ele está defendendo assim o personagem? Que puxado…”

Entre tapas e beijos

A opinião da atriz: “Acredito muito no poder do amor, na regeneração do ser humano, transformação, mas o Gael vai ter que mudar muito pra provar pra essa mulher que ele merece uma segunda chance, ser perdoado. Fora o relacionamento abusivo, ele parte pra esse crime que é de agredir, violar fisicamente, espancar ela”. Mas ele diz que a ama… Dá para acreditar? “Esse amor é muito estranho pra mim. Eu, Bianca, difícil de acreditar… Mas em uma visão mais ingênua do mundo, não sei… Julgar é complicado. Vendo pelo olhar da personagem, com menos experiência e muito romantismo, sendo seu primeiro amor, é fácil entender que ela está dentro do olho do furacão… Normalmente, quem vive esse tipo de relação abusiva não se dá conta sozinho, é difícil mesmo ter essa clareza de raciocínio… Isso vem sempre a partir de um esclarecimento de alguém de fora, de um olhar distanciado mesmo”.

Aqui se faz, aqui se paga

Dá pra perdoar? “Essa menina vai sofrer muito, muito, muito. Filho roubado, interesse nas esmeraldas dela. Mas essa novela também vai falar de justiça, da lei do retorno, tudo que se faz aqui se paga, o que você planta, colhe… A colheita é certa. A sede de vingança da Clara vem com força de revolta, de raiva. E ela vai ter que transmutar isso, transformar em algo de bom porque se a gente só fica reverberando raiva e ódio, isso não traz benefício pra ninguém, nem pra própria pessoa. Acho que eu não perdoaria nunca, mas a personagem… Aí depende do Walcyr [Carrasco, autor da trama]”.  (por Michelle Licory)

 

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