As 10 personalidades LGBT mais influentes do mundo

Nesta terça-feira é celebrado o Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, comemorado em 17 de maio desde 2005, em quase 120 países de todos os continentes. A escolha da data é simbólica: foi justamente em um 17 de maio, em 1990, que a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade de sua lista internacional de classificação de doenças.

O fato é que, de lá pra cá, muita coisa melhorou mas há ainda muito o que fazer. A boa notícia é que também tem muita gente importante buscando essas melhorias, como bem lembrou a revista americana “Out,” a maior publicação voltada ao público LGBT dos Estados Unidos, que em abril divulgou uma lista com as 50 personalidades LGBT mais influentes do mundo.

Glamurama apresenta a seguir os 10 primeiros colocados do ranking. Confira!

#1 Tim Cook, CEO da Apple


Cook comanda uma das empresas mais populares da atualidade em todo o mundo, e a segunda companhia com maior capitalização em bolsa do planeta. Com 115 mil funcionários e faturamento anual de US$ 233 bilhões (R$ 813,2 bilhões), ele tem sob sua responsabilidade um colosso que lhe garante visibilidade e influência poucas vezes vistos antes nas mãos de alguém da comunidade. Gay assumido, Cook é solteiro e atuante da causa LGBT. Uma curiosidade: em 2009, ao descobrir que dividia o mesmo tipo sanguíneo raro de Steve Jobs, ele ofereceu parte de seu fígado ao fundador da Apple, que sofria de câncer no pâncreas. Jobs agradeceu pelo gesto generoso, mas recusou a oferta, alegando que jamais exporia um amigo a tamanho risco.

#2 Ellen DeGeneres


A comediante, apresentadora de talk-show e produtora é hoje a personalidade gay mais influente de Hollywood. Profissional bem-sucedida, DeGeneres é também uma das mais bem pagas: ela embolsou US$ 75 milhões (R$ 261,7 milhões) somente no ano passado, segundo a “Forbes.” Isso diz muito, já que não faz muito tempo que ser gay e fazer sucesso na terra do cinema eram coisas que não cabiam na mesma frase. DeGeneres também é muito popular entre as crianças, principalmente depois que emprestou sua voz para a personagem Dory, de “Procurando Nemo,” blockbuster de 2003 que arrecadou quase US$ 1 bilhão (R$ 3,5 bilhões) nas bilheterias mundiais e que acaba de ganhar uma sequência — “Procurando Dory” — que estreia daqui a exatamente um mês nos Estados Unidos, onde é um dos filmes mais aguardados do ano.

#3 Rachel Maddow

Pouco conhecida no Brasil, a jornalista e comentarista política é uma das vozes mais ouvidas pelos LGBTs dos Estados Unidos. Âncora de um programa homônimo na rede americana MSNBC e autora de vários livros, Maddow vive desde 1999 com sua parceira, Susan Mikula, e se tornou uma das vozes mais críticas ao bilionário Donald Trump, provável candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos neste ano, o que lhe garantiu um papel fundamental na corrida.

#4 Anderson Cooper


O jornalista a apresentador da CNN já rompeu várias barreiras em sua profissão. Seu talento no comando do talk-show “Anderson Cooper 360o.” é reconhecido por todos, e o programa se tornou uma das maiores audiências da rede americana. Cooper também atua como correspondente do “60 Minutes,” um dos jornalísticos mais respeitados da televisão dos Estados Unidos, e apresenta desde 2011 o talk-show matutino “Anderson Live,” com público formado principalmente por mulheres e adolescentes.

#5 Ryan Murphy


Pra quem não ligou o nome à pessoa, basta dizer que Murphy é o criador de séries de sucesso como “Nip/Tuck,” “Glee” e a venerada “American Horror Story.” Como um dos roteiristas e produtores mais importantes da televisão americana hoje, ele costuma dar espaço em seus trabalhos a atores LGBTs, além de ser ativo nas lutas da comunidade. Em 2015 ele recebeu o Prêmio de Inspiração da amfAR, por suas contribuições à causa.

#6 Mary Kay Henry


A ativista trabalhista americana é a atual presidente da Service Employees International Union (SEIU), entidade de classe que representa mais de 1,9 milhão de trabalhadores em todo o mundo. Primeira mulher a ocupar o cargo, para o qual foi eleita em 2010, Henry tem pautado sua gestão com a busca de melhores condições de trabalho para os LGBTs. Ela também é cofundadora do Lavender Caucus, um grupo ligado ao SEIU dedicado exclusivamente aos assuntos ligados à comunidade.

#7 Andy Cohen


Apresentador de programas no rádio e na televisão dos Estados Unidos, e autor de vários livros, Cohen foi o primeiro apresentador de talk-show de fim de noite no país assumidamente gay. Ele também foi por mais de dez anos diretor de conteúdo do canal Bravo, e responsável pela idealização de sucessos como o reality “The Real Housewives.” Em 2015, Cohen lançou seu próprio canal de rádio, a Radio Andy, em parceria com a estação SiriusXM.

#8 Caitlyn Jenner


A ex atleta olímpica e possivelmente também a transexual mais famosa do mundo, Jenner decidiu usar sua própria experiência pessoal de mudança de sexo em prol da causa LGBT. A princípio vista com uma certa desconfiança, ela aos poucos vem conquistando seu espaço e se tornou, inegavelmente, uma das maiores vozes da comunidade. A nova experiência de vida também transformou Jenner em ativista, e hoje ela ajuda de várias formas, inclusive com dinheiro, várias entidades LGBTs dos Estados Unidos e de outros países.

#9 Sia Furler


A cantora australiana se assumiu bissexual em 2008, e desde então usa a fama para defender a causa. Furler, que é prima do cantor gospel Peter Furler, manteve durante anos um relacionamento com a DJ Jocelyn Samson, mas as duas se separaram em 2011. Em 2014 ela se casou com o cineasta Erik Anderson Lang. Famosa por sua declarações polêmicas, ela também é autora de vários hits musicais produzidos para outros músicos, como a canção “Diamonds,” gravada por Rihanna em 2012.

#10 Peter Thiel


O investidor bilionário é hoje um dos maiores nomes do Vale do Silício. Cofundador do PayPal, Thiel exerceu papel fundamental na criação do Facebook. Em 2004 ele se tornou sócio de Mark Zuckerberg ao investir US$ 500 mil (R$ 1,7 milhão) em uma fatia de 10,2% do site. Ele acabou vendendo a participação, por centenas de milhões de dólares, após o IPO do Facebook, em 2012. Dono de uma fortuna de US$ 2,7 bilhões (R$ 9,4 bilhões), Thiel também investe em outras empresas de tecnologia, como o Airbnb, e é defensor de um número maior de gays em postos de comando nas grandes companhias.

 

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