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Artistas criam cadeiras de roda cheias de história durante a Paralimpíada

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Como parte do Wheelchair Fest, projeto que usa cadeiras de rodas como instrumento de conexão entre pessoas com deficiência e a cidade do Rio durante a Paralimpíada, 11 artistas foram convidados para mostrar seus trabalhos no Boulevard Olímpico, no Centro, até o próximo dia 25. Eles criaram cadeiras de rodas customizadas – e um tanto criativas.

A multi-artista Mana Bernardes criou a cadeira Fio Fio: “Só fiz tirar o preto, o cinza e trazer o fio contínuo colorido que nos abastece a seguir na linha em qualquer hipótese. Essa cadeira é toda feita de linha colorida e nas costas tem um bordado carregado de lantejoula furta-cor que reflete arco-íris em todos os lugares”, explicou em seu Instagram.

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Cadeira de Mana Bernardes foi inspirada em um arco-íris || Crédito: Mariana Vianna / Reprodução Instagram

Já a artista plástica Katia Wille  fez uma cadeira repleta de nadadoras. “Olhar forte e determinado, inspirando todos os atletas para-olímpicos a ir além dos seus próprios limites”, explicou.

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Nadadoras de Katia Wille  || Crédito: Reprodução Instagram

O grafiteiro Marcelo Eco escolheu uma cadeira com Saci Pererê com prótese de corrida. “É uma homenagem aos cadeirantes e aos negros, que chegaram ao Brasil justamente pelo Boulevard Olímpico, quando este era o Cais do Valongo, porto de entrada dos escravos da África. Dois preconceitos que continuam atuais até hoje”, disse.

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Marcelo fez uma homenagem aos cadeirantes e aos negros || Crédito: Divulgação

Felipe Guga pintou uma  “lâmpada para os pés”, como é possível ver abaixo.

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Felipe Guga é ilustrador || Crédito: Reprodução Instagram

 

* O Wheelchair Fest é promovido pela ONG Embaixadores da Alegria com apoio da Prefeitura do Rio. Além da exposição das cadeiras, a programação conta com shows de música, teatro, dança e muito mais.

 

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