26.07.2018  /  11:11

Nos 75 anos de Mick Jagger, 5 fatos que provam porque o Rolling Stone é um ícone cultural

Mick Jagger || Créditos: Getty Images

Mick Jagger completa 75 primaveras nesta quinta-feira sem dar sinais de que pretende deixar de viver “like a Rolling Stone” tão cedo. Líder da banda britânica, que recentemente completou 56 anos de formação, o roqueiro caiu na estrada no começo do ano com seus colegas Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts, e desde então não faz nada além de sucesso: batizada “No Filter”, a nova turnê deles vendeu até agora mais de US$ 120 milhões (R$ 444,2 milhões) em ingressos.

E é Jagger, claro, que continua sendo o principal chamariz para os shows do quarteto mundo afora. Acha exagero? Então continua lendo para lembrar 5 fatos que provam por que o pai de Lucas Jagger extrapolou o universo da música – ele é um ícone cultural! (Por Anderson Antunes)

Quem não reconhece esses lábios? || Créditos: Getty Images/Reprodução

Ele é o dono da boca mais famosa do mundo
Um jovem designer, uma deusa hindu e £50 (R$ 244,50) estão por trás da transformação da boca de Jagger em uma das marcas mais famosas do mundo. Tudo começou em 1969, quando o roqueiro ligou para o Royal College of Art de Londres em busca de um estudante “cool” o suficiente para desenhar a capa de um álbum que os Stones estavam lançando. O escolhido foi John Pasche, na época com 24 anos, que embolsou o valor citado acima pelo trabalho e recebeu orientações de criar algo parecido com Kali, uma das figuras mais sagradas do hinduísmo, associada à morte e à sexualidade. No primeiro encontro com Jagger, no entanto, Pasche logo descobriu que o sex appeal ideal para o negócio estava mesmo nos lábios dele. “Foi a primeira coisa que notei quando o vi”, ele disse em uma das várias ocasiões em que falou sobre sua arte mais famosa.

Esse torcedor celeb ninguém quer… || Créditos: Getty Images

Ele é tão aguardado nas Copas do Mundo quanto muitos boleiros
Ter uma maldição para chamar de sua não é coisa pra qualquer um, e Jagger é uma espécie de “pé frio oficial” dos mundiais da FIFA há anos. Apaixonado por futebol, ele esteve presente em praticamente todos nas últimas duas décadas e sempre que aparece em um estádio para conferir uma partida a reação é a mesma: metade da torcida vibra com sua aparição, esperançosa pela possível “zica” que trará, e a outra metade torce o nariz. É que o roqueiro costuma torcer justamente para o time que leva a pior nesses jogos, razão pela qual nenhum quer tê-lo como fã. Mas isso é só dentro dos campos, claro, porque fora deles Jagger continua sendo um dos favoritos de todos os públicos.

O roqueiro com o filho brasileiro, Lucas || Créditos: Getty Images

Ele não tem problema em assumir novos herdeiros
Namorador incorrigível, Jagger subiu apenas duas vezes ao altar (em 1971, com Bianca, e em 1990, com Jerry Hall), e teve oito filhos! Muitos foram frutos de namoros e puladas de cerca. Mas Mick é o que se pode chamar de paizão. Nunca se negou a assumir um herdeiro. Ele também não vê problema em dividir sua fortuna estimada em US$ 360 milhões (R$ 1,33 bilhão) – e paga a todos tudo aquilo a que têm direito. Aliás, muitos famosos por aí poderiam seguir esse exemplo…

Encher estádios é com ele mesmo || Créditos: Getty Images

Ele transformou a arte de fazer show para milhares em negócio
O conceito moderno de grandes turnês deve ser creditado em parte a Mick Jagger, que chegou a estudar economia na prestigiada London School of Economics na juventude e desde os primórdios dos Stones sempre preferiu os shows em massa previamente agendados e tendo como palco preferencialmente grandes arenas. Em razão disso, a banda se transformou em uma das mais milionárias da história, comparável nesse quesito apenas aos Beatles e ao U2. Isso fica evidente quando se analisam os números das 15 turnês de maior sucesso financeiro de todos os tempos – três são dos Rolling Stones (a 2ª, a 12ª e a 14ª) e faturaram no total de US$ 1,59 bilhão (R$ 5,89 bilhões).

Os retratos de Jagger by Andy Warhol || Créditos: Reprodução

Ele inspirou vários trabalhos de arte contemporânea famosos
Dono de uma silhueta esbelta e de um rosto sem comparações, Mick  foi “muso” de vários artistas renomados. Andy Warhol até fez uma série de retratos dele em 1975, que continua movimentando altas somas sempre que aparecem em leilões de arte. Um desses retratos chegou a fazer parte da coleção pessoal de Farah Pahlavi, a viúva do xá do Irã Mohammad Reza Pahlavi. Fotos de Jagger também são disputadíssimas entre os connoisseurs, sendo que algumas foram expostas em 2010 no festival de fotografia Rencontres d’Artes, realizado anualmente na França desde 1970.