24.08.2020  /  10:53

Nos 73 anos de Paulo Coelho, 5 fatos pouco conhecidos sobre a biografia do escritor

Paulo Coelho || Créditos: Reprodução

Maior escritor vivo do Brasil, Paulo Coelho completa 73 primaveras nessa segunda-feira também como um dos brasileiros que mais fizeram sucesso fora do país até hoje. Autor do clássico “O Alquimista”, publicado em 1988 e lançado internacionalmente em 1993, Coelho vendeu mais de 350 milhões de cópias de seus livros até hoje em todo o mundo (só “O Alquimista” responde por quase metade desse número), e ainda detém o título de ser o autor vivo cuja obra foi mais traduzida para outras línguas. Sem falar em sua lista de fãs famosos: Oprah Winfrey, Bill Clinton, Kobe Bryant, que sonhava em escrever um livro com Coelho

Mas isso tudo já é sabido pelo maioria, e Glamurama aproveita a ocasião de mais um aniversário do mago para revelar alguns detalhes menos conhecidos de sua biografia. Continua lendo… (Por Anderson Antunes)

O começo não foi fácil || Créditos: Reprodução

O primeiro fracasso

Muito se fala sobre os sucessos de Coelho, mas quase ninguém lembra que o primeiro livro dele – “Arquivos do Inferno”, de 1982 – foi um completo fracasso. Sua trama foi considerada “fraca” e “pouco empolgante” tanto pela crítica quanto pelos poucos leitores que o compraram, apesar de que hoje em dia algumas das raríssimas cópias da obra ainda existentes podem ser encontradas em sites de venda custando mais de R$ 2 mil cada. Se conter o autógrafo de Coelho, que trata do fiasco literário como “uma grande lição sobre expectativas frustradas ao longo da vida e como lidar com elas”, esse valor pode até dobrar.

Se nem ele gostar, ninguém mais lê || Créditos: Reprodução

Perfeccionismo extremado

Já o segundo livro de Coelho – “Manual Prático do Vampirismo”, de 1986 – foi odiado por ninguém menos que seu próprio autor. E de tão descontente que ficou com o resultado do trabalho que lhe consumiu anos para sair do papel, o escritor brasileiro mais milionário do pedaço ordenou seu recolhimento das livrarias por considerá-lo ele mesmo “de baixíssima qualidade”.

Pena branca no caminho dele tem toda uma importância || Créditos: Reprodução

Processo criativo diferente

Coelho escreve um livro a cada dois anos em média, e sempre começa um novo depois de receber um sinal do universo. Um desses sinais misteriosos teria a ver com qualquer pena branca que o marido da artista plástica Christina Oiticica encontrar por aí em suas caminhadas, um de seus hobbies. Se isso ocorrer no mês de janeiro de um ano ímpar, então, ele sai correndo pra frente do computador já pensando nas primeiras palavras que deverão constar no papel.

Coelho tuitando algo durante uma caminhada || Créditos: Reprodução

Vice-campeão no Twitter

De acordo com o influente site de informação e promoção da literatura britânico Richtopia, Coelho – que sempre tem seu smartphone em mãos – é o segundo escritor mais influentes do Twitter e na rede social só perde para J.K. Rowling, autora da saga Harry Potter, nesse quesito. Com mais de 15,5 milhões de seguidores na rede social, ele tem outros 2,2 milhões de seguidores no Instagram e 28,7 milhões no Facebook.

Os royalties de “O Alquimista” foram muito bem aplicados por Coelho || Créditos: Reprodução

Ótimo gestor e investidor

Como vende muito mais livros fora do Brasil do que por aqui, Coelho recebe seus royalties em moedas estrangeiras e baseados em acordos bem mais rentáveis do que os negociados por outros escritores brasileiros. Graças a isso e também a outros fatores, ele conseguiu amealhar uma fortuna estimada em US$ 500 milhões (R$ 2,8 bilhões). E o co-autor de “Gita” junto com Raul Seixas sabe cuidar muito bem de seu patrimônio, o que faz com a ajuda de profissionais mas também por conta própria de vez em quando. Um dos últimos investimentos dele foi a compra do prédio do século XIX em que funcionava o quartel-general de um banco suíço, com caixa-forte no subsolo e tudo. Localizado em Zurique, o imóvel custou 15 milhões de francos suíços (R$ 92,4 milhões) e começará a ser reformado tão logo a pandemia acabar para se tornar a sede de uma fundação com o nome de Coelho.