13.10.2016  /  11:50

No dia em que completaria 91 anos, 9 fatos pouco conhecidos de Margaret Thatcher

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“Dama de Ferro” morreu em 2013 e foi a mulher mais poderosa do século 20 || Crédito: Getty Images

Falta pouco menos de um mês para que o mundo saiba se os Estados Unidos irão ou não eleger sua primeira mulher presidente. Mas muito antes da importante decisão que os americanos vão tomar no dia 8 de novembro, a mulher mais poderosa do século 20 no cenário político internacional – Margaret Thatcher, que morreu em 2013 – dizia a um jornal de Enfield, na Inglaterra, não acreditar que viveria para ver o país sendo liderado por uma primeira-ministra. “A população masculina é muito preconceituosa ainda”, ela disse na época.

A declaração de Thatcher foi feita em 1970, e nove anos mais tarde ela própria era eleita para o cargo, no qual permaneceu até 1990. Dona de opiniões fortes e de uma enorme capacidade de expressá-las, Thatcher desperta ódio e paixão até hoje entre os britânicos, e mesmo sendo uma das mulheres mais escrutinadas da história recente, há fatos sobre a vida dela que deixaria muita gente surpresa.

Como nesta quinta-feira é o aniversário de nascimento de Thatcher (ela completaria 91 anos), Glamurama selecionou nove desses fatos pouco conhecidos de sua biografia, que comprovam que o apelido mais famoso dela, “Dama de Ferro”, fazia todo o sentido. Confira!

1- A química 

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Thatcher desenvolveu uma forma mais prática e barata de produzir sorvetes em casa, com emulsificantes || Crédito: Getty Images

Formada em Química pela Oxford University em 1947, Thatcher trabalhou como desenvolvedora de novos produtos em uma fábrica de alimentos inglesa. Nessa época ela fazia parte de um time de cientistas que desenvolveu uma forma mais prática e barata de produzir sorvetes em casa, com emulsificantes. A descoberta resultou na criação da marca Mr. Whippy, adquirida em 1964 pela anglo-holandesa Wall’s (hoje parte da Unilever), e que no Brasil opera com o nome Kibon.

2-  A Usurpadora do Leite

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No dia que ela morreu algumas pessoas chegaram a colocar garrafas de leite na frente da casa dela, em Londres || Crédito: Getty Images

Antes de ficar conhecida como a Dama de Ferro, apelido que, aliás, foi dado a ela por um jornal soviético, Thatcher ficou conhecida no Reino Unido pelo epíteto “The Milk Snatcher”, algo como “A Usurpadora do Leite”. Isso se deve a uma decisão que ela tomou no início dos anos 1970, quando era secretária de educação do Reino Unido, que resultou na suspensão de uma verba destinada a distribuir leite para crianças com idades entre 7 e 11 anos, a fim de cortar despesas. No dia que ela morreu algumas pessoas chegaram a colocar garrafas de leite na frente da casa dela, em Londres.

3- Chefe de estado e não mulher

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Thacher gostava de ser tratada como chefe de estado, independente do sexo || Crédito: Getty Images

Thatcher não gostava de viver cercada por seguranças, mas ela também não era de quebrar protocolos nesses casos. Em seu primeiro ano como primeira-ministra, durante uma viagem oficial ao Japão, ela até recusou a escolta de 20 mulheres japonesas altamente treinadas em karatê em sua passagem pelo país asiático. A justificativa dela foi de que sua presença na ocasião era como chefe de estado, e não como mulher, e o tratamento que deveria ser dispensado a ela deveria ser o mesmo reservado aos outros chefes de estado, com seguranças qualificados, independente do sexo.

4- Bolsas a tiracolo

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Suas bolsas sempre chamaram muita atenção || Crédito: Getty Images

Uma das marcas registradas de Thatcher em seus anos de Downing Street, o endereço onde fica a residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, foram as bolsas que ela usava. Uma destas bolsas, uma Ferragamo que ela comprou nos anos 1980 por US$ 450 (R$ 1.440), foi vendida em um leilão beneficente, em 2011, por US$ 150 mil (R$ 480 mil). O dinheiro foi doado para a ONG britânica Breast Cancer Care, que auxilia vítimas de câncer de mama.

5- A cozinheira

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Ela também cozinhava para membros de seu gabinete e até para políticos || Créditos: Getty Images

No período em que viveu na Downing Street, Thatcher dispensou os serviços de um chef de cozinha e, no lugar dele, cozinhava todas as noites o jantar para ela e seu marido, Denis. Em algumas ocasiões, ela também cozinhava para membros de seu gabinete e até para políticos.

6- LGBT

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Thatcher foi uma das primeiras políticas do Reino Unido a apoiar publicamente uma emenda pela descriminalização da homossexualidade || Crédito: Getty Images

Apesar de se declarar uma conservadora, Thatcher foi uma das primeiras políticas do Reino Unido a apoiar publicamente uma emenda pela descriminalização da homossexualidade, no início dos anos 1960. Em 1967 ela também votou a favor de uma lei que legalizou o aborto até a 28ª semana de gestação no Reino Unido.

7- Drinks fortes

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Ela geralmente bebia Cointreau de laranja || Crédito: Getty Images

Não era só na política que Thatcher tratava de igual para igual com os homens. Na hora de beber ela também preferia os drinks mais fortes, e não terminava o dia de trabalho sem antes beber uma dose de uísque. Em ocasiões oficiais, ela geralmente bebia Cointreau de laranja.

8- Funeral 

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O desfile com o caixão dela pela região central de Londres, com escolta militar, resultou em despesas de mais R$ 19,5 milhões || Crédito: Getty Images

A maior marca de Thatcher no governo do Reino Unido foi certamente o alto grau de austeridade fiscal que ela sempre defendeu, com o controle total dos gastos públicos. A ironia é que o funeral dela custou em torno de £ 10 milhões (R$ 39 milhões) ao contribuinte britânico, cifra digna da família real. Somente o desfile com o caixão dela pela região central de Londres, com escolta militar, resultou em despesas de mais de £ 5 milhões (R$ 19,5 milhões) com segurança.

9- O retorno

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O letreiro anunciava: “O Retorno da Múmia'” || Crédito: Getty Images

Em 2001, durante uma aparição surpresa em um evento do Partido Conservador, Thatcher aproveitou um dos maiores lançamentos de Hollywood naquele ano para fazer piada com os boatos de que estaria pensando em voltar ao poder. “Minha vinda não estava programada, mas, no caminho até aqui, eu passei em frente a um cinema e senti que vocês estavam me esperando. O letreiro anunciava: “O Retorno da Múmia'”.

(Por Anderson Antunes)