25.10.2018  /  10:15

No dia em que completaria 137 anos, Glamurama mostra que 2018 pode ser “ano bilionário” de Pablo Picasso

Pablo Picasso || Créditos: Getty Images

Muitas das pessoas que ouvem falar sobre Pablo Picasso hoje em dia automaticamente associam seu nome a quadros que valem dezenas de milhões de dólares. Também pudera, já que na lista dos mais caros já vendidos em leilões há duas telas do artista espanhol nascido há exatos 137 anos: “Le Femmes d’Alger (“Version O”)”, que trocou de dono em um leilão promovido pela Christie’s de Nova York em 2015 por US$ 179,4 milhões (R$ 665,9 milhões), e “Garçon à la pipe”, leiloado pela Sotheby’s de Nova York em 2004 por US$ 104,2 milhões (R$ 386,8 milhões).

Registre-se que a obra “Le Rêve”, de 1932, foi comprada em 2015 por um valor bem alto também e alcançou US$ 155 milhões (R$ 575,4 milhões), pagos pelo rei dos cassinos americano Steve Wynn, mas em uma negociação privativa sem outros concorrentes.

O que pouca gente sabe é que as várias telas de Picasso que vivem batendo recordes de preço representam apenas uma pequena amostra do acervo que ele deixou quando morreu, em 1973, aos 91 anos. Naquela época, foram contabilizados mais de 16 mil trabalhados assinados pelo pai do cubismo que estavam com ele, e avaliados então em US$ 1,3 bilhão (R$ 4,8 bilhões), nos valores atuais.

Boa parte desse tesouro movimentou e continua movimentando o mercado de artes em 2018, que tem tudo para entrar para a história como o mais lucrativo em se tratando de obras de Picasso. Só para se ter uma ideia, até maio nada menos do que US$ 500 milhões (R$ 1,86 bilhão) foram pagos por quadros, desenhos e até por bilhetes que ele escreveu, em grandes leilões e vendas fechadas. Isso se deve em parte ao “apetite” cada vez mais voraz dos asiáticos pela compra de obras que lhes rendam manchetes.

Até o fim do ano, é quase certo que outras raridades atribuídas a Picasso arrecadem outro meio bilhão, fazendo dele o primeiro artista a atingir a marca de US$ 1 bilhão (R$ 3,71 bilhões) em obras de arte comercializadas em um espaço de apenas doze meses.

Workaholic assumido, Pablo Ruiz Picasso pintou até o fim da vida e, no auge da carreira, produzia um quadro por dia. Muita coisa que ele fez continua guardada em coleções privadas ao redor do mundo, mantidas por descendentes daqueles que chamou de amigo, e que não não têm interesse em se desfazer dessas preciosidades. A menos, é claro, que alguém bata na porta deles com uma proposta irrecusável. Afinal o próprio Picasso é autor de uma das frases mais famosas usadas até hoje para provar que nada é impossível: “Tudo que você pode imaginar é real”, dizia o gênio dos pincéis. (Por Anderson Antunes)

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Clica na seta da galeria aí embaixo pra ver fotos dos quadros mais caros de Picasso, da exposição no Tate Modern e do atelier dele em Paris: