06.06.2019  /  9:00

No ar em ‘A Dona do Pedaço’, Sergio Guizé fala sobre seu novo personagem: “É um cara de caráter”

Sérgio Guizé // Divulgação

Ainda lembrado pelo personagem Gael, vilão que se regenerou no final em ‘O Outro Lado do Paraíso’, Sergio Guizé iniciou uma nova fase na pele de Ricardo Ramires, ou Chiclete, em ‘A Dona do Pedaço’. Apesar de não parecer bonzinho logo de cara, o ator é sucinto na hora de defender seu personagem, que é um justiceiro: “Ele é complexo, engraçado, com qualidades. É um cara de caráter”, diz. Além da novela das 9, Sergio também está no cinema com ‘Beatriz’, que estreia nessa quinta, dia 6.

Mas atuar não é sua única paixão: Sergio também é músico e toca há 19 anos com a sua banda, Tio Che, que está prestes a lançar um novo álbum, chamado ‘É Tudo Sagrado’. “A música está presente desde sempre na minha vida. Aprendi a tocar desde muito pequeno com meu pai e ele também toca até hoje”. E é exatamente por conta dessa correria que Sergio Guizé resolveu se mudar para o interior de São Paulo, onde vive em uma casinha no meio da natureza com a mulher, Bianca Bin. “A gente estava procurando segurança, sossego, natureza e qualidade de vida. Então achamos um lugar perfeito”, conta. Saiba mais sobre os planos pessoais e profissionais de Sergio Guizé aqui.

Glamurama: ‘A Dona do Pedaço’ estreou recentemente. O que você pode nos falar de seu personagem?
Sergio Guizé: É o Ricardo Ramires, também conhecido como Chiclete, e ele é um justiceiro da família Ramires. É contratado para fazer um serviço em São Paulo e se hospeda na casa da prima, a Maria da Paz (Juliana Paes). O lance é que ele acaba se apaixonando pela encomenda. A partir daí tudo pode acontecer.

Glamurama: Chiclete será mais um vilão na sua vida logo depois de Gael?
SG
: Não, o Ricardo não é uma pessoa ruim. Então, definitivamente ele não é um vilão. É um personagem complexo, engraçado, com qualidades. É um cara de caráter.

Glamurama: No cinema, você está com ‘Beatriz’, filme que fala sobre um relacionamento bastante complexo. Como foi fazer Marcelo, um escritor que acaba se perdendo dentro da própria criação?
SG
: Marcelo ama muito a Beatriz (Marjorie Estiano) e é capaz de fazer qualquer coisa por ela. Além disso, é um grande artista. Ele se perde na criação, mas isso é uma coisa que pode acontecer com todos os artistas. O problema é que ele alimentou um personagem e colocou a Beatriz dentro dessa história complexa dele. Tudo acaba saindo de controle e a personagem ganha vida própria e passa a ter seus próprios desejos. E o Marcelo é ser humano, então sente ciúmes. A partir desse ciúme ele começa a reagir mal com a vida, a se drogar muito e, ao mesmo tempo, não tem espaço para explicar o que realmente queria com a arte. Ele consegue deixar isso claro no livro de um jeito que não conseguiu esclarecer na vida. Entregou a vida à arte e foi traído.

Glamurama: Quais foram as suas inspirações para dar vida ao Marcelo?
SG
: Eu me inspirei no meu amigo Mário Bortolotto e li muito Bukowski para fazer esse personagem durante os três meses que fiquei em Portugal, principalmente “O Amor é um Cão dos Diabos”. O personagem, é claro, já estava escrito a partir das concepções do diretor e do roteirista. E aí eu tentei colocar essa camada das minhas inspirações que foram Reinaldo Moraes, Mário Bortolotto, João Fábio Cabral e o Bukowski

Glamurama: Qual sua expectativa para a estreia do filme aqui no Brasil?
SG
: A melhor possível. Espero que as pessoas gostem, que o filme rode bastante e que todos entendam essa complexidade do personagem.

Glamurama: Vamos falar do seu lado músico. Você tem trabalhado muito com a sua banda, Tio Che? Sempre teve essa conexão com a música?
SG
: A música está presente desde sempre na minha vida. Aprendi a tocar desde muito pequeno com meu pai e ele toca até hoje. Estou muito feliz na Tio Che há 19 anos. Eles são meus melhores amigos e nós temos um disco pronto para lançar que se chama “É Tudo Sagrado”. Tocamos algumas vezes este ano e espero continuar tocando bastante.

Glamurama: Consegue nos dizer qual é a sua preferência: tocar ou atuar?
SG
: Gosto muito dos dois… e de pintar também. Pinto desde a adolescência. Tenho quadros de 1993. Quando fiz Educação Artística na faculdade – inclusive dei aulas depois -, tinha aula de teatro e aí fiquei completamente apaixonado. Com a banda espero um dia ter espaço para tocar. Acho que falta espaço para a gente fazer mais apresentações. A atuação é o meu ofício, estudei pra isso. E a música está presente desde sempre. Essa é a diferença básica.

Glamurama: Você se mudou para o interior de São Paulo com Bianca Bin. Como rolou essa decisão de se isolar, especialmente da agitação do mundo das celebridades?
SG
: Estávamos procurando segurança, sossego, natureza e qualidade de vida. Então achamos um lugar perfeito no interior. Conseguimos estar perto da família, dos amigos, da banda, do aeroporto e de São Paulo. Logo depois de ‘A Dona do Pedaço’ eu e a Bianca queremos fazer uma peça juntos chamada “O Homem que Matou Liberty Valence”, com a Cia de Teatro Cemitério de Automóveis e direção do nosso querido Mário Bortolotto.

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Te amo, Sergião

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Glamurama: E como é a sua relação com as redes sociais?
SG
: Nunca tive rede social. Os meninos da banda e minha empresária administravam meu perfil no Facebook para divulgar trabalhos e agora fazem o mesmo com o meu Instagram. Não tenho nem aplicativos no meu celular.