20.09.2019  /  11:05

Nos 85 anos de Sophia Loren, relembre 5 dos papéis mais icônicos da estrela italiana

Sophia Loren || Créditos: Reprodução

Em uma de suas últimas aparições em grande premiação de Hollywood, na entrega dos Globos de Ouro de 2010, Sophia Loren roubou a cena ao desfilar pelo tapete vermelho do evento. Mas nem todos reconheceram a bela da telona italiana na ocasião, como foi o caso de Louisa, filha de Meryl Streep. “Quem é ela?”, perguntou a herdeira da atriz. “Ela, meu bem, é uma estrela de cinema de verdade”, Streep respondeu.

Caso raro de atriz que foi alçada ao posto de ícone da sétima arte, Loren – que completa 8e anos nesta sexta-feira – não atua desde 2009, quando interpretou a personagem Mamma no musical “Nine”, de Rob Marshall. Mas ela continua em alta, sendo constantemente referenciada por seus pares como exemplo a ser seguido. Streep, aliás, é fã dela de carteirinha, assim como Nicole Kidman e Julia Roberts, só pra citar as mais mais.

Com 10 indicações ao Globo de Ouro e 5 vitórias, além de duas indicações ao Oscar e uma estatueta, Loren eternizou seu nome e imagem em longas que marcaram época e são lembrados como obras-primas. Glamurama aproveita a deixa do aniversário dela para relembrar 5 dessas produções. (Por Anderson Antunes)

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“Duas Mulheres”, de 1960

Co-produção entre a Itália e a França, o filme de Vittorio De Sica mostra Loren no papel de Cesira, uma viúva que mora em Roma com a filha. Ambientada nos anos da Segunda Guerra Mundial, tem roteiro assinado por De Sica e Cesare Zavattini e é considerado até hoje como um dos melhores filmes sobre o conflito que mudou a história do mundo. Loren ganhou um Oscar de Melhor Atriz pelo papel, que ajudou a popularizá-la nos Estados Unidos.

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“Ontem, Hoje e Amanhã”, de 1963

A parceria entre Loren e De Sica foi repetida na comédia que também contou com a participação estrelada de Marcello Mastroianni. Nela, a atriz vive uma vendedora de cigarros contrabandeados que, para escapar da prisão, precisa estar sempre grávida. A situação é particularmente constrangedora para o marido dela, Carmine, que é interpretado por Mastroianni. Loren faz um striptease em cena que deu o que falar na época, ao mesmo tempo que a catapultou ao posto de sex symbol.

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“Arabesque”, de 1966

Já estabelecida em Hollywood, Loren dividiu os créditos nesse suspense em que fez dobradinha com Gregory Peck. O filme foi dirigido por Stanley Donen e é baseado no romance “The Cypher”, de Gordon Cotler. Com uma trama cheia de mistérios que envolve até hieroglifos arábicos, foi um sucesso de público e de crítica, além de estar há anos na lista dos revivals mais desejados pela turma de Hollywood.

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“O girassol”, de 1970

De Sica chamou Loren e Mastroianni mais uma vez para dirigi-los no filme que escolheu gravar em Moscou. Ela interpreta a mulher de um soldado italiano vivido pelo astro igualmente icônico que lutou por seu país durante a guerra e some sem deixar vestígios, e é basicamente a história sobre sua procura pelo amado. Para muitos, trata-se do melhor momento de Loren ao longo de toda a carreira.

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“Dois Velhos Mais Rabugentos”, de 1995

A comédia de Howard Deutch combinou o talento de Loren com os da dupla Walter Matthau e Jack Lemmon. Todos já em idade de aposentadoria, ao menos para os padrões hollywoodianos, fizeram o maior sucesso com o público, apesar de que os críticos não gostaram muito do que viram. Para Loren foi uma forma de se apresentar para as novas gerações, depois de anos sem trabalhar.