12.01.2019  /  8:00

No aniversário de Jeff Bezos, veja alguns dos números – e das cifras – por trás do homem mais rico do mundo

Jeff Bezos || Créditos: Getty Images

Jeff Bezos entrou em 2019 no olho do furacão: a largada do ano mal foi dada e mesmo assim o fundador e CEO da Amazon já está no centro daquele que promete ser um dos divórcios mais caros de todos os tempos, possivelmente o mais caro. Como a essa altura todo mundo já deve estar sabendo, o bilionário e sua mulher de 25 anos, Mackenzie Bezos, anunciaram na última quarta-feira que decidiram colocar um ponto final na união.

E apesar de terem frisado que a decisão foi amigável, os dois certamente vão dominar o noticiário por um bom tempo. Inclusive por causa de uma possível pulada de cerca do homem mais rico do mundo, já que segundo o tabloide “National Enquirer” ele e a ex-repórter Lauren Sanchez mantêm um caso há pelo menos quatro meses e trocaram várias mensagens apimentadas ao longo desse período…

Pra quem sobreviveu ao estouro da bolha da internet no começo dos anos 2000, um imbróglio desses pode até parecer fichinha à primeira vista. Mas há muito mais por trás do “break up” mais comentado do momento do que se pode imaginar, a começar pelos números em jogo. Glamurama aproveita a deixa do aniversário de 55 primaveras de Bezos nesse sábado para revelar alguns. Continua lendo… (Por Anderson Antunes)

Tá tudo na bolsa || Créditos: Getty Images

A origem da fortuna dele

Bezos é dono de 16% da Amazon, a empresa mais valiosa do mundo com uma capitalização em bolsa de US$ 809,8 bilhões (R$ 3 trilhões). A fatia responde pela maior parte da fortuna dele, calculada em US$ 136,8 bilhões (R$ 507,4 bilhões). Para efeito de comparação, a soma equivale a mais do que o dobro do PIB de Luxemburgo, um dos países mais ricos do mundo, que gerou US$ 62,4 bilhões (R$ 231,4 bilhões) em riquezas no ano passado.

80 milhões x US$ 1,6 mil! || Créditos: Getty Images

O maior pedaço da Amazon

No caso da Amazon, a participação de Bezos equivale a 80 milhões de ações – cada uma vale mais de US$ 1,6 mil (R$ 5,9 mil). Ninguém tem mais papeis da gigante do e-commerce do que ele, mas isso pode mudar caso Mackenzie exerça seu direito de reclamar na justiça metade de tudo que o agora ex-marido amealhou enquanto os dois dividiram o mesmo teto, colocando em risco o controle dele sobre o negócio mais próspero da atualidade.

E o salário, ó… || Créditos: Getty Images

Renda modesta, mas nem tanto…

Bezos tem um salário de modestos US$ 81,8 mil (R$ 303,4 mil) por ano para exercer o cargo de CEO da Amazon, que nunca pagou dividendos. Para sobreviver, ele vende cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 5,6 bilhões) por ano em ações da empresa todos os anos, sendo que a maior parte disso – US$ 1 bilhão (R$ 3,7 bilhões) – é usada para manter um de seus projetos mais ambiciosos: a companhia de aviação espacial Blue Origin.

A townouse do bilionário em Washington || Créditos: Reprodução

Endereços espalhados pelos EUA

Apesar de não fazer a linha playboy, o maior bilionário do planeta gosta de morar bem. A prova disso são os vários endereços que ele tem espalhados pelos Estados Unidos, como a mansão de US$ 84 milhões (R$ 311,5 milhões) localizada em Medina, nos arredores de Washington, que até recentemente ele divida com Mackenzie. O casal também têm duas mansões em Beverly Hills, que juntas valem mais de US$ 37 milhões (R$ 137,2 milhões), um duplex em Nova York avaliado em US$ 18,2 milhões (R$ 67,5 milhões), um rancho de 300 mil hectares no Texas e uma townhouse na capital americana pela qual pagaram US$ 23 milhões (R$ 85,3 milhões) em 2017.

A Blue Origin é o “presente” dele para a humanidade || Créditos: Getty Images

Bilhões para a caridade

Desde que se tornou o homem mais rico do mundo, em 2017, Bezos é cobrado por não ser tão generoso quanto ex-donos do título, como Bill Gates e Warren Buffett. Mas ele deu indícios de que pretende se livrar dessa má fama em setembro do ano passado, quando anunciou a criação de um fundo filantrópico de apoio a famílias sem-teto para o qual doou US$ 2 bilhões (R$ 7,4 bilhões). Na época o bilionário disse que achava melhor começar essa nova etapa mais mão aberta sua com algo “pequeno”, e afirmou que até o fim da vida provavelmente vai investir tudo que tem na Blue Origin, que considera ser seu “presente para a humanidade”.

Um relógio de US$ 42 milhões || Créditos: Reprodução

Feitiço do tempo

Nerd assumido, Bezos também tem suas esquisitices tal como vários outros bambambãs do Vale do Silício. Uma delas foi ter encomendado a construção de um relógio projetado para durar 10 mil anos, o “Clock of the Long Now”, cujas obras vão de vento em popa em uma montanha do oeste do Texas e que até agora custaram US$ 42 milhões (R$ 155,8 milhões). A ideia dele é mostrar para as gerações futuras que não existe tempo para pensar grande.

Ele também é publisher || Créditos: Getty Images

Barão da mídia também

De uns tempos pra cá, ter um jornalão para chamar de seu se tornou uma espécie de “must” entre os membros do clube dos dez dígitos. E Bezos aderiu à moda em 2013, quando recebeu uma oferta para comprar o “The Washington Post” da família que fundou o jornal americano e topou na hora. Detalhe: o negócio custou a ele US$ 250 milhões (R$ 927,2 milhões), quantia que foi paga à vista, claro.

Imagina o tamanho da folha? || Créditos: Getty Images

Um dos maiores patrões

Além da riqueza, Bezos também se destaca na lista dos maiores empregadores do mundo: só a Amazon tem mais de 613 mil colaboradores em todo o mundo, os chamados “Amazonians”, que inclusive de vez em quando se rebelam… Tá certo que é bem menos do que os 2,3 milhões que batem ponto no Walmart, mas a rede de supermercados tem seu controle dividido entre sete pessoas, enquanto ele reina sozinho no comando da maior varejista virtual do mundo. Pelo menos por enquanto…