26.10.2020  /  10:23

No aniversário de Hillary Clinton, 4 motivos que explicam sua derrota para Trump em 2016

Hillary Clinton || Créditos: Reprodução

Há exatamente quatro anos, Hillary Clinton comemorava seu aniversário de 69 primaveras em ritmo de preparação para fazer história como a primeira presidente mulher dos Estados Unidos. Até que o impensável aconteceu, e poucas semanas depois desse momento de alegria ela foi “atropelada” nas eleições presidenciais daquele ano no país por Donald Trump, que agora busca a reeleição como chefe do executivo americano e, a julgar pelas pesquisas de intenção de voto feitas por lás recentemente, terá grandes dificuldades para se manter no cargo.

A derrota histórica de Clinton, que nessa segunda-feira completa 73 anos de vida e também está causando nos EUA com a declaração de que “sente dor no estômago” só de pensar em uma nova vitória do republicano nas urnas, já rendeu várias teses respeitadas e inúmeras teorias conspiratórias na internet. Mas especialistas acreditam que pelo menos quatro motivos justificam bem os reais motivos por trás de sua tentativa frustrada de se tornar a primeira política americana a ser tratada por “Madam President”.

Pegando carona no níver dela e aproveitando o clima eleitoral que paira na nação mais poderosa do mundo, Glamurama lista a seguir esses motivos. Continua lendo…

1. Ela é implacável demais para uma mulher

A terra que popularizou o conceito de vilões e mocinhos nas tramas de ficção para a telona e para a telona tem sérios problemas para aceitar o fato de que Clinton, como mulher que é, tem dificuldades para mostrar que sofre como qualquer outra. Um exemplo disso é sua escolha de ficar ao lado do marido, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, quando ele protagonizou um escândalo sexual em seus anos de Casa Branca. Muitas americanas jamais a perdoaram por isso, ao mesmo tempo em que é consenso que Clinton só perdoou a pulada de cerca dele porque tinha planos muito maiores em vista e precisaria do apoio de seu companheiro de décadas para tirá-los do papel.

2. Ela é durona e não brinca em serviço

Dizem que um patrão durão, quando homem, é dedicado ao trabalho. Já se o mesmo comportamento vier de uma mulher, os comentários são bem diferentes e nem um pouco elogiosos. Clinton se encaixa perfeitamente nisso, já que sempre teve fama de exigir o máximo de seus subordinados, muitos dos quais já pediram a toalha por não aguentar as demandas dela. Mas, apesar de ser uma aparente “chefe dos infernos”, a ex-secretária de Estado dos EUA geralmente mostra a que veio e jamais entrega tarefas pela metade. No universo dos contos de fadas do país, no entanto, ser Cruela Cruel nem sempre é algo interessante.

3. Ela tem dificuldades para admitir erros

Possivelmente o maior defeito de Clinton, e um dos que certamente lhe custaram muitos votos em 2016. Política experiente, a democrata ainda acredita que o resultado negativo de quatro anos atrás foi culpa de tudo e de todos, menos sua. Isso ficou claro em seu livro de memórias “What Happened?” (“O Que Aconteceu?”), lançado em 2017. Nele, Clinton chegou a escrever que o verdadeiro responsável por tê-la feito perder para Trump foi seu colega de partido Bernie Sanders, de que afirmou na obra ter recebido ataques desnecessários quando os dois ainda disputavam a indicação dos democratas para a cabeça de chapa na última eleição presidencial dos EUA.

4. Ela é o bicho-papão perfeito para os republicanos

Por fim, Clinton provavelmente perdeu em 2016 porque acabou encorpando todos os males vistos pelos republicanos de carteirinha na sociedade americana em si mesma. Progressista mas também simpática aos banqueiros de Wall Street, destemida mas também implacável quando necessário, a política mais poderosa que os EUA já deram ao mundo se tornou o alvo perfeito para os extremistas que surgiram com tudo há quatro anos e se proliferam desde então, criando um clima de alta polarização. E o fato de que ela nem é tão ruim assim nem conta muito, já que na época das “fake news” a narrativa mais efetiva nem sempre tem a verdade como base. (Por Anderson Antunes)