14.06.2018  /  11:13

No aniversário de Donald Trump, Glamurama lista 5 fatos pouco conhecidos sobre o presidente

Donald Trump || Créditos: Getty Images

Donald Trump, o presidente mais velho da história dos Estados Unidos, completa 72 primaveras nesta quinta-feira, e é justo dizer que ao longo da maior parte de sua vida pública o republicano soube se reinventar ano após ano. Ou tem alguém aí que arriscaria dizer que ele eventualmente se mudaria para Washington quando estreou como protagonista do reality show “The Apprentice”, em 2004, até então o maior feito da carreira dele?

A corrida pela Casa Branca em 2016, aliás, serviu para mostrar que Trump de fato tem aquilo que os americanos chamam de “personalidade maior que a vida”, ou um talento fora do comum para se manter em evidência.

E um dos ingredientes fundamentais de Trump para manter em dia essa receita de sucesso é continuar sendo uma incógnita ao mesmo tempo em que é uma das pessoas mais famosas do mundo, tanto que muita gente ainda se surpreende quando descobre alguns fatos pouco conhecidos sobre o 45º – e talvez mais polêmico – presidente dos EUA.

Glamurama revela a seguir 5 desses segredos guardados a sete chaves pelo bilionário, astro da telinha e político. Continua lendo… (Por Anderson Antunes)

Trump com o pai, Fred Trump || Créditos: Getty Images

Do zero aos bilhões? Não é bem assim…

Entre os anos 1980 e meados dos 1990, Trump investiu pesado na ideia de se vender como um grande empresário que fez fortuna do zero. Mas a versão apresentada pelo ex-CEO da Trump Organization sobre seus negócios é bem mais colorida do que a realidade em si, a começar pelo fato de que foi o pai dele, Fred Trump, que colocou o sobrenome da família no mapa e morreu em 1999. Dono de milhares de apartamentos nos EUA, Fred amealhou uma fortuna de US$ 250 milhões (R$ 925 milhões) até transferi-la para os cinco filhos mais perto do fim da vida, para que cada um seguisse seu caminho. Descontados os impostos, a parte que coube ao presidente foi de aproximadamente US$ 30 milhões (R$ 111 milhões).

Trump e a mulher, Melania Trump, com Hillary e Bill Clinton || Créditos: Reprodução

Republicano com histórico de democrata

Trump começou a flertar com a política depois que passou a ser visto com mais frequência nas colunas sociais de Nova York, principalmente depois de casar com Ivana Trump, em 1977. E ele certamente não tem preconceito com ideologias, até porque já foi membro do Partido Democrata, isso antes de se associar aos republicanos. Entre 1989 e 2010, chegou a doar mais dinheiro para os adversários do que para os atuais colegas – US$ 314 mil (R$ 1,16 milhão) para o primeiro grupo contra US$ 290 mil (R$ 1,07 milhão) para o segundo, para ser exato. Sem falar que Hillary e Bill Clinton foram os convidados de honra do casamento dele com Melania Trump, em 2005. O problema é que os democratas nunca o levaram muito a sério, enquanto os republicanos se renderam ao conservadorismo dele a partir de 2015 porque, bem, não tinham outra opção. E deu no que deu.

Trump em um evento da NRA || Créditos: Getty Images

Defensor do porte de armas, mas com ressalvas

Defensor ferrenho da NRA, associação que representa os donos de rifles nos EUA, Trump não permite o porte de armas de fogo em suas propriedades comerciais. Quem quiser frequentar um dos hotéis ou resorts de golfe que levam o nome do presidente precisam fazer check-in desarmados, sob o risco de ter a entrada recusada e ter que bater na porta da concorrência. Ainda assim, pelo menos um dos cassinos associados a ele – o Taj Mahal, de Atlantic City, em Nova Jersey – sofre com altos índices de crimes cometidos em seus domínios: segundo o “Daily Beast”, de cada oito crimes cometidos na cidade entre 2008 e 2011, um estava ligado ao estabelecimento.

Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, já apertou a mão do presidente || Créditos: Getty Images

Ele já teve trauma de apertos de mão

Como presidente dos EUA, Trump passa o dia recebendo pessoas no Salão Oval da Casa Branca e, é claro, precisa cumprimentá-las com um aperto de mão. Detalhe: ele odeia fazer isso e, em 2002, admitiu em uma entrevista para a “Fox News” que desistiu de concorrer à presidência de seu país em 1999 porque teria que apertar a mão de muita gente durante a campanha. “Isso sempre é um problema para mim”, disse, em seguida classificando o gesto de “barbárico”. De uns anos pra cá, no entanto, o republicano parece ter superado o trauma e inclusive desenvolveu seu método específico para ser lembrado pelo cumprimento, e batizado pela mídia americana como “The Pull In”. Basicamente, trata-se de um aperto de mão estritamente forte seguido de um “puxão”, a fim de mostrar quem está no comando.

Trump na TV: luzes, câmera… ação? || Créditos: Getty Images

No ar, a Trump Network. Wait…

Quando finalmente decidiu entrar na campanha para se eleger presidente dos EUA, em 2015, Trump deixou muita gente com a pulga atrás da orelha: afinal, ele realmente acreditava que tinha condições de vencer o pleito ou estava – mais uma vez – apenas buscando manchetes? Há quem acredite que o republicano queria apenas uma plataforma
para lançar um de seus maiores sonhos, que é ter seu próprio canal de televisão. Batizada “Trump Network”, a estação seria uma espécie de prima da “Fox News”, que é a líder de audiência entre os canais de notícias americanos e adota um tom editorial bastante conservador. Mas no fim da disputa ele acabou levando a melhor, e agora ninguém sabe dizer se foi tudo planejado ou um mero acidente de percurso. Com Trump é sempre assim – o que parece não é e o que não era pra ser, acaba sendo…