22.06.2020  /  16:34

Naomi Campbell abre o jogo sobre preconceito e drogas em entrevista: “Qualquer coisa que eu fizesse teria que dar 110%

Naomi Campbell // Reprodução Instagram

Uma das modelos mais conhecidas do mundo, Naomi Campbell está ganhou o status celebridade nos últimos tempos.  Aos 50 anos, ela atribui seu sucesso a inúmeras coisas, mas especialmente à força das mulheres de sua família. Em entrevista ao The New York Times, Campbell disse que sempre soube que teria que se esforçar mais que as outras para sobreviver na indústria da moda: “Sabia que teria que trabalhar mais que as outras e quando penso sobre isso, fico agradecida por ter muitas mulheres fortes na minha família, que me mostraram como ser forte física e mentalmente se quisesse sobreviver e perseverar. Fui criada por minha mãe, minha babá e outras mulheres corajosas, com essa ancestralidade forte, para entender que qualquer coisa que eu fizesse teria que dar 110%”.

Naomi chegou a questionar se deveria continuar na indústria da moda, já que não era tratada como suas colegas – ela surgiu na época das ‘supermodels’ ao lado de Linda Evangelista, Cindy Crawford e Claudia Schiffer. “Na época, eu me perguntava por que não ganhava a mesma quantia? Por sorte, tinha pessoas maravilhosas comigo, como Bethann Hardison (uma das primeiras modelos negras a desfilar para marcas de luxo), que dizia valer a pena continuar tentando e que veria o resultado a longo prazo”.

Com esse background, Naomi sempre se posicionou perante as dificuldades: “Se achasse algo injusto, tinha que falar. Mas não vejo isso como sobrevivência. É a vida”, contou a top inglesa, que ficou conhecida por seu temperamento um tanto difícil. Ela atribui essa fama ao abuso de drogas, e hoje fala disso abertamente: “Sou orgulhosa de estar em recuperação e nunca esconderia este fato. Tem sido uma grande ajuda em várias áreas da minha vida. (…) Se aprendi algo é que não existe fuga para nada. Temos que enfrentar nossos medos e lidar com nossas emoções. Muitas coisas não deram certo pra mim. E está tudo bem. É ótimo poder se olhar no espelho, sem correria ou pressa, só eu comigo mesma. No fim das contas, você precisa ser capaz de aguentar sua própria companhia, senão não está vivo.”