29.09.2020  /  15:55

“Não quero ser inspiração e sim incentivo”, afirma Thelminha que está cada vez mais envolvida com entretenimento

Thelma Assis || Divulgação: Dia Estúdio

Thelma Assis, ou Thelminha, encontrou seu lugar em 2020. Mesmo sendo um ano conturbado, a campeã do Big Brother Brasil 20 segue colhendo os frutos de sua participação no reality marcada por muita representatividade. Agora, ela alia a carreira de médica com a de comunicadora e faz ainda mais sucesso com apoio à campanhas de saúde, quadro no ‘É de Casa’ e outras ações. Em sua nova empreitada, Thelminha estreia nesta terça-feira o programa “Triangulando”, no Youtube, em que vai receber convidados para trocar ideias e debater temas relevantes. Glamurama bateu um papo com ela que Thelminha falou das expectativas para a nova empreitada, projetos, vida pós-BBB e muito mais. Espia só! (por Luzara Pinho)

Glamurama: O que espera do “Triangulando”?
Thelminha: O Youtube é uma plataforma de que gosto muito e sempre recebo um feedback legal. Eu já usava antes de entrar no BBB e tinha 200 seguidores, agora já estou com quase 250 mil. Percebi que precisava profissionalizar o canal para uma entrega legal para o público.

Glamurama: O que pode adiantar do programa? 
Thelminha: Toda a criação visual do programa é um triângulo em que as pontas são compostas por dois convidados e a terceira pelos internautas. Estamos buscando pessoas que tenham vivências especiais para compartilhar. A ideia é ouvir para valorizar e tirar uma conclusão. A expectativa fica toda em cima dos internautas para saber qual o feedback e poder enriquecer ainda mais esse bate papo. E eu estou no meio desse triângulo como intermediária.

Glamurama: Pretende abordar temáticas da sua especialidade médica? (Thelma é anestesiologista)
Thelminha: Sempre acho importante em todo o conteúdo que produzo abordar temas relacionados à saúde. O médico tem esse papel de se comunicar com os pacientes e muitos profissionais têm usado as redes sociais e quero fazer também. Nessa primeira temporada, teremos quatro episódios, um deles falando sobre ansiedade e depressão, que são assuntos impactantes. Estamos encerrando o mês do Setembro Amarelo, de prevenção à depressão e ao suicídio. Fiz questão de trazer esse tema, ainda mais agora em tempos de pandemia em que a sociedade está tão sensível.

G: E sobre representatividade?
Thelminha: Graças a Deus sou uma pessoa versátil e vou trazer essa versatilidade para o programa. A gente vai abordar a desigualdade racial já no primeiro episódio com a Djamilla Ribeiro, que tem toda propriedade sobre o assunto, e com a Giovanna Ewbank e o Bruno Gagliasso, pessoas brancas que têm utilizado a visibilidade para se colocar na posição de antirracista. A preocupação deles e a vivência com os filhos Titi e Bless serão temas da conversa também.

G: Quais suas referências quando o assunto é conteúdo digital? 
Thelminha: A Oprah, por exemplo, é maravilhosa. Admiro muito Marília Gabriela e a Astrid Fontenelle, a forma com que elas conseguem extrair o melhor das pessoas. Na parte de humor admiro Tatá Werneck e Fábio Porchat. No jornalismo, Maju Coutinho e Glória Maria. Cada uma dentro do seu estilo. Eu consumo o canal do Dráuzio Varella. Acho bacana a forma como ele aborda a medicina com uma linguagem mais popular. No Instagram, sigo bastante gente que gosta de falar de moda, como a Luiza Brasil, ou a Stephanie Ribeiro na arquitetura.

G: Com a carreira cada vez mais voltada à comunicação, pretende seguir como médica?
Thelminha: Sim, e acho totalmente possível. Já faço um pouco disso no programa ‘É De Casa’, em que peguei o tema recorrente do coronavírus e entendi a importância de mostrar o quanto a pandemia impactou em todos os âmbitos e profissões. Nas minhas redes apoiei campanha na prevenção do suicídio, glaucoma, asfixia neonatal, câncer infantil…As pessoas precisam ser orientadas e ter uma rede com seis milhões de seguidores, como eu tenho no Instagram, e não usar para orientar e conscientizar as pessoas seria um desperdício. Na anestesia, que é minha especialidade, existem muitos mitos, tabus e dúvidas e quero desmistificar esse assunto.

G: Como enxerga a forma como o governo e parte da população lidam com a pandemia? Concorda com a flexibilização?
Thelminha: Entendo que exista a flexibilização, muito também pela economia que precisa continuar se movimentando. As pessoas precisam ter consciência de que a pandemia não acabou. Em alguns lugares, os números de casos diminuíram, mas diante de um cenário de crise temos que tirar uma lição. Usar máscara, higienizar as mãos e evitar aglomeração. Temos que ter consciência de manter isso até liberar as vacinas e ter um feedback que possamos voltar à vida social como antes.

Quais reviravoltas foram mais significativas na sua vida depois do BBB? 
Thelminha: Costumo falar que muito mais do que o prêmio, para mim é o reconhecimento das pessoas, da forma que me abordam, falam da questão da representatividade. Essa valorização é muito válida, por isso é importante  buscar uma trajetória que tenha relevância e faça a diferença na vida das pessoas. Não quero ser inspiração, e sim incentivo para que as pessoas, como eu, possam buscar caminhos para superar os empecilhos. As bandeiras que foram levantadas no BBB são as mesmas da minha vida inteira, que sempre levantei de forma natural e o público soube valorizar.

O que fez com o dinheiro do prêmio até agora? 
Thelminha: Tenho o sonho da casa própria, mas entendi que investir o dinheiro nesse momento seria uma forma de tentar multiplicá-lo. Esse sonho vai ficar mais a longo prazo.

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Semana passada nesse mesmo horário eu estava realizando mais um sonho! De todos, o mais emocionante porque todas as outras vezes em que eu tive que me superar, eu tive que buscar forças em mim mesma e nas minhas cicatrizes… Mas dessa vez não, dessa vez eu entreguei o meu sonho nas mãos das pessoas que acreditaram em mim, nas mãos de quem não me subestimou, nas mãos de quem não tolera mais machismo, não tolera mais racismo, não tolera mais homofobia, não tolera mais tanta desigualdade. Um reality show do qual eu tenho orgulho de ter feito parte, que contou várias historias, cada uma com a sua relevância e merecido respeito, inclusive a minha. Em um momento em que estamos tão sensíveis é muito bom buscar dentro de cada um de nós a nossa capacidade e poder de superação. Obrigada a cada voto e torcida, sejam eles das pipocas ou dos camarotes do Brasil. 🎉🏆 #BBB20 E como já dizia Renato Russo: “Nunca deixem que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem…” ❤

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