18.11.2020  /  11:23

“Não quero ser inspiração e sim incentivo”, afirma Thelminha que completa 36 anos nesta quarta-feira

Thelma Assis || Divulgação: Dia Estúdio

Thelma Assis, ou Thelminha, encontrou seu lugar em 2020, e nesta quarta-feira comemora 36 anos. Mesmo sendo um ano conturbado, a campeã do Big Brother Brasil 20 segue colhendo os frutos de sua participação no reality marcada por muita representatividade. Agora, ela alia a carreira de médica com a de comunicadora e faz ainda mais sucesso com apoio à campanhas de saúde, quadro no ‘É de Casa’ e outras ações. A mais nova empreitada de  Thelminha é o programa “Triangulando”, no Youtube, em que ela recebe convidados para trocar ideias e debater temas relevantes. Glamurama bateu um papo com Thelminha que falou das expectativas para a nova empreitada, projetos, vida pós-BBB e muito mais. Espia só! (por Luzara Pinho)

Glamurama: Já que investiu na internet, quais suas referências quando o assunto é conteúdo digital? 
Thelminha: A Oprah, por exemplo, é maravilhosa. Admiro muito Marília Gabriela e a Astrid Fontenelle, a forma com que elas conseguem extrair o melhor das pessoas. Na parte de humor admiro Tatá Werneck e Fábio Porchat. No jornalismo, Maju Coutinho e Glória Maria. Cada uma dentro do seu estilo. Eu consumo o canal do Dráuzio Varella. Acho bacana a forma como ele aborda a medicina com uma linguagem mais popular. No Instagram, sigo bastante gente que gosta de falar de moda, como a Luiza Brasil, ou a Stephanie Ribeiro na arquitetura.

G: Com a carreira cada vez mais voltada à comunicação, pretende seguir como médica?
Thelminha: Sim, e acho totalmente possível. Já faço um pouco disso no programa ‘É De Casa’, em que peguei o tema recorrente do coronavírus e entendi a importância de mostrar o quanto a pandemia impactou em todos os âmbitos e profissões. Nas minhas redes apoiei campanha na prevenção do suicídio, glaucoma, asfixia neonatal, câncer infantil…As pessoas precisam ser orientadas e ter uma rede com seis milhões de seguidores, como eu tenho no Instagram, e não usar para orientar e conscientizar as pessoas seria um desperdício. Na anestesia, que é minha especialidade, existem muitos mitos, tabus e dúvidas e quero desmistificar esse assunto.

G: Como enxerga a forma como o governo e parte da população lidam com a pandemia? Concorda com a flexibilização?
Thelminha: Entendo que exista a flexibilização, muito também pela economia que precisa continuar se movimentando. As pessoas precisam ter consciência de que a pandemia não acabou. Em alguns lugares, os números de casos diminuíram, mas diante de um cenário de crise temos que tirar uma lição. Usar máscara, higienizar as mãos e evitar aglomeração. Temos que ter consciência de manter isso até liberar as vacinas e ter um feedback que possamos voltar à vida social como antes.

G: Quais reviravoltas foram mais significativas na sua vida depois do BBB? 
Thelminha: Costumo falar que muito mais do que o prêmio, para mim é o reconhecimento das pessoas, da forma que me abordam, falam da questão da representatividade. Essa valorização é muito válida, por isso é importante  buscar uma trajetória que tenha relevância e faça a diferença na vida das pessoas. Não quero ser inspiração, e sim incentivo para que as pessoas, como eu, possam buscar caminhos para superar os empecilhos. As bandeiras que foram levantadas no BBB são as mesmas da minha vida inteira, que sempre levantei de forma natural e o público soube valorizar.

O que fez com o dinheiro do prêmio até agora? 
Thelminha: Tenho o sonho da casa própria, mas entendi que investir o dinheiro nesse momento seria uma forma de tentar multiplicá-lo. Esse sonho vai ficar mais a longo prazo.

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Semana passada nesse mesmo horário eu estava realizando mais um sonho! De todos, o mais emocionante porque todas as outras vezes em que eu tive que me superar, eu tive que buscar forças em mim mesma e nas minhas cicatrizes… Mas dessa vez não, dessa vez eu entreguei o meu sonho nas mãos das pessoas que acreditaram em mim, nas mãos de quem não me subestimou, nas mãos de quem não tolera mais machismo, não tolera mais racismo, não tolera mais homofobia, não tolera mais tanta desigualdade. Um reality show do qual eu tenho orgulho de ter feito parte, que contou várias historias, cada uma com a sua relevância e merecido respeito, inclusive a minha. Em um momento em que estamos tão sensíveis é muito bom buscar dentro de cada um de nós a nossa capacidade e poder de superação. Obrigada a cada voto e torcida, sejam eles das pipocas ou dos camarotes do Brasil. 🎉🏆 #BBB20 E como já dizia Renato Russo: “Nunca deixem que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem…” ❤

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