Danuza Leão
Foto: Reprodução

Morre Danuza Leão, modelo, colunista e escritora, aos 88 anos

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Morreu, na noite de quarta-feira (21), a ex-modelo, colunista e escritora Danuza Leão, aos 88 anos, no Rio de Janeiro. Irmã da cantora Nara Leão (1942 – 1989), Danuza marcou época com sua elegância, bom humor e verve crítica, em suas colunas, publicadas em vários jornais, livros e participações em programas de TV e como atriz.

Danuza deixa três filhos, Samuel, Pinky e Bruno, frutos de seu relacionamento com Samuel Wainer, dono do jornal “Última Hora” e um dos jornalistas mais influentes do país em sua época.

Para celebrar a vida e a obra de Danuza, selecionamos grandes momentos de sua carreira. Confira:

Escritora best-seller

Danuza foi uma grande escritora, lançando livros como “Quase Tudo”, uma autobiografia sobre a trajetória de sua vida pessoal e profissional. Na obra, contou sobre a experiência de ser a primeira modelo brasileira a desfilar no exterior, na década de 1950.

Nascida em Itaguaçu (ES), em 1933, Danuza dividiu suas memórias em “Quase Tudo”, obra que lhe rendeu um Prêmio Jabuti. Além de falar de sua carreira, recheou o relato com detalhes saborosos, como o casamento com Samuel Wainer, o relacionamento com o cronista Antônio Maria, a vida de empresária de butique e as viagens a Paris, que amava.

Também lançou “Danuza Leão Fazendo as Malas”, um guia com dicas de hotéis, restaurantes, bares e lojas com seu olhar sempre afiado. O primeiro grande sucesso, no entanto, foi “Na Sala com Danuza”, misto de guia de etiqueta e relatos de suas andanças pelo mundo. Completam a bibliografia de sucesso “E Tudo Tão Simples”; “De Malas Prontas” e “Danuza e Sua Visão de Mundo Sem Juízo”.

Em todos os livros, se mostrava uma mulher cheia de vida e comprometida em fazer da sua, extraordinária.

Participação em clássico

Danuza em cena do filme no Parque Lage. Foto: reprodução

Danuza participou, em 1967, de “Terra em Transe”, de Glauber Rocha. Considerada uma obra clássica do movimento Cinema Novo, que surgiu como resposta ao cinema tradicional pós-golpe militar no Brasil, a artista viveu Silvia, amante do protagonista Paulo Martins (Jardel Filho).

O segundo e último filme com Glauber Rocha foi “A Idade da Terra”, de 1980. Danuza viveu a mulher de Brahms, interpretado por Maurício do Valle.

Vida como colunista

Danuza escreveu para diversos veículos, como Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, do jornal O Globo e do caderno ELA. Tratava de assuntos diversos, como comportamento, relacionamentos, família e até dava dicas de etiqueta.

Segundo a Folha de São Paulo, Danuza foi convidada para participar de um programa de TV. “É um perigo deixar a Danuza dizer o que pensa, porque ela diz mesmo”, alguém advertiu na época.

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