O talk JBS PODER
Foto: Paulo Freitas

Líderes se reúnem em SP para debater equidade de gênero

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Empresárias, CEOs e consultoras de diversos setores se reuniram na segunda-feira (11), no Teatro Unimed, em São Paulo, para conferir o talk Liderança Feminina: Conquistas e Desafios. Joyce Pascowitch, diretora-geral do Grupo Glamurama, comandou o bate-papo com Susana Martins Carvalho, diretora-executiva na JBS Novos Negócios, e Ana Eliza Angelieri, diretora-executiva de novos negócios da ONG Orientavida.

O evento foi parte das comemorações de aniversário da revista PODER, que chega ao seu 14º ano com uma edição especial – 100% feminina – trazendo uma série de reportagens sobre as líderes que inspiram e fazem a diferença em empresas e instituições do país.

Uma delas é Susana, que, na JBS Novos Negócios, comanda a Campo Forte Fertilizantes e a JBS Ambiental – um destaque na direção feminina nesse ramo do agronegócio. “Na Campo Forte, nosso trabalho é reaproveitar os resíduos orgânicos que geramos para produzir fertilizantes organominerais. Somos a primeira indústria de alimentos do mundo a ter essa iniciativa”, explicou.

Engenheira agrônoma de formação, nascida em Portugal e há 13 anos no Brasil, a executiva falou sobre os desafios de atuar em uma área em que os homens ainda predominam.

“Quando cheguei ao país, houve certo estranhamento: ‘como uma estrangeira na área do agronegócio de um país que ela não conhece vai atuar?‘”, conta.

“Hoje, muita coisa mudou. Na minha divisão, já somos 50% de homens e 50% de mulheres. Isso se deve ao fato de a JBS investir em programas de diversidade.”

Empoderamento e geração de renda

Ana Eliza Angelieri deixou o mercado financeiro movida por um propósito. Ela atua como uma das diretoras da Orientavida, ONG que há 23 anos desenvolve projetos de geração de renda e empoderamento feminino em zonas carentes. “Cerca de 99% das atendidas pelo nosso projeto são mulheres em situação de vulnerabilidade extrema, que têm de 3 a 5 filhos, são arrimo de família, que carregam o trauma de algum tipo de violência”, disse. “Elas sofrem de baixa autoestima e chegam à entidade achando que estão fadadas a viver para sempre nessas condições. Através da qualificação profissional e geração de renda, assistência socioeducativa e psicológica, conseguimos mudar a vidas.”

Ana Eliza defende que é função de mulheres em cargos de liderança apoiar outras para ter mais equidade.

“Nós, mulheres, temos que ser parte da mudança que a gente deseja. Não adianta esperar que isso parta apenas de políticas públicas e de iniciativa privada.”

Outros temas sobre a mulher e o mercado de trabalho estiveram em pauta no bate-papo, com trocas de experiências entre líderes como Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Liliane Rocha, CEO da Gestão Kairós, especializada em diversidade e inclusão, Dilma Souza Campos, CEO da agência de marketing Outra Praia, entre outras.

Confira na galeria quem passou por lá. 

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