Taís Araújo e Lázaro Ramos
Reprodução/Globo

De pertinho: Taís Araujo e Lázaro Ramos abrem o jogo sobre casamento, pandemia e inquietudes

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Os talentos deles se somam, se dividem, seguem caminhos distintos e voltam a se juntar nos palcos, nas telas e na vida. Mais do que um casal de artistas, Taís Araujo e Lázaro Ramos são uma usina de talento e criatividade. Aposentadoria, definitivamente, não faz parte do vocabulário da dupla, reinvenção, sim. Sempre. Os projetos mais recentes foram inspirados no papel de mãe e pai de João Vicente, 10 anos, e de Maria Antônia, 6. Taís está lançando a marca HotMamma, que começou com a ideia de uma linha de biquíni confortável para brincar com os filhos e, ao mesmo tempo, deixar a mulher gata, e virou um projeto de lifestyle que tem liberdade como mote. 

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Já Lázaro amplia seu portfólio infantil. “Passei a fazer coisas para crianças porque muitos dos meus trabalhos não tinham um conteúdo que meus filhos pudessem absorver. Isso me direcionou a dublar desenhos animados, escrever livros infantis, participar do “Detetives do Prédio Azul 3”, um dos próximos filmes que vou estrear”, diz ele. “Como pai coruja, fico desejoso de que curtam meu trabalho, admirem e se envolvam.” Em entrevista ao Glamurama, Taís e Lázaro falaram ainda sobre casamento, pandemia e que característica admiram um no outro.

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    Glamurama

    Dois filhos, um ano e meio de pandemia, muitos trabalhos… Vocês conseguem ter algum momento do casal? Qual o programa preferido de vocês?

  • Tais Araújo

    Taís Araujo

    Confesso que nesse um ano e meio os momentos de casal quase não existiram, mas antes da pandemia a gente tinha muitos. Saíamos só nós dois, sei lá, duas vezes por semana para namorar, jantar, pegar um cinema, ir ao teatro, mas esse último período foi muito difícil. Agora que minha mãe tomou as duas doses [da vacina] e voltou a ajudar a gente em casa conseguimos, por exemplo, pedir pra ela colocar as crianças para dormir e assistir a um filminho juntos, mas ainda não estamos saindo de casa. Já tomei minha segunda dose e, quem sabe, em breve, eu volte a pensar um pouquinho mais nisso.

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    Glamurama

    Entre séries, filmes, novelas, livros, projetos de direção, marca nova, haja criatividade envolvida. Como é ser criativo em dupla, em família?

  • Lázaro Ramos

    Lázaro Ramos

    A criatividade é alimento e o que dá alegria ao dia a dia mesmo quando não se tem nada exato para produzir ou fazer. O fato de estar pensando, se alimentando do mundo e das relações para planejar o futuro ou tentar tocar as pessoas de outra maneira é muito bom. Felizmente, eu e Taís temos essa química e isso faz sempre muito bem, é curativo inclusive.

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    Glamurama

    Vocês já têm mais de 20 anos de carreira de grandes sucessos. Quando pensam em futuro, pensam em parar, se aposentar? E como encaram o envelhecer documentado?

  • Tais Araújo

    Taís Araujo

    Não penso em me aposentar de jeito nenhum, nem quando penso em futuro. Estou curtindo envelhecer. Comecei muito jovenzinha, com 16 anos fazia “Tocaia Grande”, e agora já vou fazer 43. Sou muito feliz com o que eu vejo, tanto no espelho quanto na televisão. Acho que envelhecer é isso mesmo, né? Viver e ver as mudanças no corpo, no rosto, na consciência, na maturidade. De fato, eu não me incomodo.

  • Lázaro Ramos

    Lázaro Ramos

    Não penso em parar, não. Acho que serei ator para sempre e acho que sempre terá um personagem bom e uma história boa para contar em cada idade. Acho que no futuro vou continuar exercendo minhas muitas funções em cada projeto, em cada trabalho, contribuindo de alguma maneira, seja apresentando um programa, escrevendo uma história, um livro, uma série, atuando ou dirigindo. O meu futuro será esse: continuar me comunicando e trabalhando desse jeito que eu gosto, sempre tentando levar reflexões, emoção e humor para a vida das pessoas.

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    Glamurama

    Qual a maior inquietude no momento? E o maior alívio?

  • Tais Araújo

    Taís Araujo

    Minha maior inquietude é o que também me movimenta: o que posso fazer para melhorar esse país? Qual é o meu lugar? Penso sobre isso em vários setores: social, ambiental… Como é que eu posso me fazer útil? Tudo o que faço, cada passo que dou, inclusive profissionalmente, é para que eu esteja a serviço de alguma mudança que seja benéfica para esse país. E não chega a ser um alívio, mas tenho conseguido fazer pequenas coisas que tranquilizam meu coração em relação à essa inquietação.

  • Lázaro Ramos

    Lázaro Ramos

    A minha maior inquietude é conseguir dar conta de todos os meus desejos artísticos, como apresentador, diretor, ator, escritor… Há pouco tempo isso foi conflituoso porque quando você exerce tantos lados é um desafio se colocar para o mundo. O alívio é que hoje eu já entendi que em cada história que eu for contar posso ter uma utilidade. Isso faz com que eu organize minha cabeça e selecione momentos em que vou estar me dedicando a uma coisa específica. Entender que isso pode fazer parte da carreira de uma pessoa é um alívio

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    Glamurama

    Qual característica vocês gostariam de “roubar” um do outro?

  • Tais Araújo

    Taís Araujo

    Sem dúvida alguma a organização, ele é muito organizado. Eu poderia falar o foco, mas também sou muito focada, só que trabalhamos de maneiras diferentes. Ele não olha nada em volta dele, é só aquilo. Já eu consigo focar e fazer um monte de coisa ao mesmo tempo. Mas organização, sem dúvida.

  • Lázaro Ramos

    Lázaro Ramos

    Com certeza a espontaneidade de Taís. Bom, ela é uma pessoa de muitas qualidades, mas a espontaneidade é um motor para a vida dela, para as relações, para o ambiente em que ela está. Eu, às vezes, tenho momentos de ficar muito reflexivo antes de tomar qualquer decisão ou falar alguma coisa, por exemplo, e isso eu admiro nela, além das outras mil qualidades.

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    Glamurama

    Lázaro, o que você gostaria de ver normalizado?

  • Lázaro Ramos

    Lázaro Ramos

    O respeito à diversidade e ao que é o Brasil de verdade, na sua essência, sabe? Todo seu patrimônio intelectual, cultural, social. Quero ver nobreza nos líderes políticos e que a gente não fique sempre se queixando de líderes violentos, desonestos. Eu queria que fosse normal a gente ter um político que se entende como servidor público e, por isso, trabalha para o bem comum e não para alimentar suas vaidades.

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    Glamurama

    Taís, recentemente você contou que lançará sua primeira marca, a HotMamma. Quais são os pilares da marca? E que diferença você pretende fazer no mundo ela?

  • Tais Araújo

    Taís Araujo

    Os pilares da HotMamma são os meus valores. Sou uma pessoa que me sinto muito bem em qualquer lugar, desde o Méier até o Copacabana Palace ou em qualquer outro cinco estrelas no Brasil ou em Paris. Quero que a HotMamma também passeie por todos esses lugares, porque acredito que as pessoas merecem circular por todo e qualquer lugar que queiram, desejam e sonham. Quero fazer desde uma coleção para uma marca mais popular até uma marca mais sofisticada e não só de moda, né? Nela, estamos falando de tudo, de estilo de vida, de respeito ao diverso, ao que é diferente. Quero fazer com que todas as pessoas brilhem, porque Caetano [Veloso] está muito certo em muita coisa, inclusive quando ele diz que ‘gente é pra brilhar’. Vamos falar muito sobre a desconstrução da maternidade, porque depois que eu me vi mãe, olhava para a minha mãe, o que ela era, e a minha ideia de maternidade era muito contrária ao que eu era enquanto mãe, enquanto mulher. Sou, sim, mãe dos meus filhos com todo amor, carinho, responsabilidade e trabalho braçal de uma mãe, mas também sou eu. Antes de ser mãe dos meus filhos, eu sou a Taís. A que tem amigas, que trabalha, que tem um casamento, que quer viajar e que também é mãe dessas crianças e precisa equilibrar os pratinhos para que consiga viver todos esses papeis sociais plenamente.

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