Augusto de Arruda Botelho
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Augusto de Arruda Botelho, advogado criminalista, explica o ‘espetáculo pop’ da justiça brasileira: “Virou tema do dia a dia”

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O advogado criminalista Augusto de Arruda Botelho está lançando o livro “Iguais Perante a Lei”, pela editora Planeta, algo como um manual de Justiça para leigos. A obra vem de encontro com o atual comportamento dos brasileiros, que discutem justiça e política no dia a dia, apesar de ser um tema técnico.

Ele também analisa o ‘espetáculo pop’ que virou o sistema judiciário nacional depois que os julgamentos passaram a ser transmitidos ao vivo. “A Lava Jato virou uma série bem longa e com várias temporadas”, explica o advogado que foi o convidado de Joyce Pascowitch na “Live de PODER” desta terça-feira. No papo, ele ainda falou sobre democracia, direitos humanos, sistema judiciário brasileiro, cargos públicos, além da saudade da boemia e a experiência na CNN. Confira as principais declarações de Botelho.

Justiça pop: “O primeiro grande caso televisionado foi o Mensalão. Esse foi o início da espetacularização da justiça.”

Justiça brasileira: “Como dizer que o processo é democrático se não tem defesa para todo mundo. A gente prende muito, mas muito mal. O acesso à justiça é desequilibrado.”

Sistema carcerário: “Ninguém entende a prisão como ressocialização, não mandamos para a cadeia como forma de vingança”.

Movimentações financeiras do ministro da Economia Paulo Guedes no exterior através de offshore em paraíso fiscal: “Do ponto de vista criminal não tem crime algum, pode haver uma criminalidade, em tese, se houver movimentação na conta.”

Cargo público: “Aceitaria ser ministro da Justiça de qualquer candidato que faça uma reforma verdadeira na justiça brasileiro, mas jamais seria do Bolsonaro.”

Grande Debate na CNN: “Tenho uma relação com o Caio Copolla, não falamos faz algum tempo, mas nossas divergências são apenas ideológicas.”

Saudades da vida pré-pandemia: “Sou boêmio, mas o máximo que faço hoje é sair para jantar na casa de amigos. Serei primeiro a estar na rua quando tudo estiver mais controlado.”

Abaixo, o papo completo de Joyce Pascowitch com Augusto de Arruda Botelho.

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