14.04.2016  /  11:37

Moda e futebol afastam o fantasma do terrorismo e hotéis bombam em Paris

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Hotéis Plaza Athénée e Royal Monceau || Créditos: Reprodução

Paris está prestes a sediar dois eventos que prometem levantar os ânimos dos hotéis locais, que andavam pra baixo depois dos atentados terroristas ocorridos lá e em Bruxelas desde novembro do ano passado: a semana de moda de alta-costura e o Eurocopa 2016, campeonato de futebol europeu que, a cada quatro anos, acontece em uma capital diferente – em 2012 foi na Polônia.

A semana de moda acontece entre os dias 3 e 7 de julho e o torneio de futebol UEFA, entre 10 de junho e 10 de julho. E os dias em comum coincidem com a final do campeonato, ou seja: eferverscência total entre as turmas. “Nós, normalmente, já alcançamos nosso pico de ocupação durante a semana de moda”, disse um porta-voz do Plaza Athénée em entrevista ao portal “WWD”, que espera que o hotel obtenha um novo recorde durante a primeira semana de julho. Porta-vozes dos hotéis Royal Monceau e Bristol Paris têm a mesma opinião – este último já não tem mais quartos vagos para o dia 10 de julho, data da final do campeonato.

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Hotéis Bristol Paris e Ritz Paris || Créditos: Reprodução

O Ritz Paris, que teve sua data de reabertura alterada de 14 de março para 1 de junho, já não tem mais vagas para os dias 3, 4, 5, 9 e 10. No dia 6 de julho, o valor da diária que parte de R$ 6,4  mil sobe para mais de R$ 11 mil.

A União das Federações Europeias de Futebol (UEFA) espera para o evento um total de 2,5 milhões de visitantes, sendo 1,5 milhão de outros países. Ao que tudo indica, aplicativos como Airbnb e Onefinestay, de aluguel de apartamentos e casas para temporadas curtas, devem ter importante papel em suprir a falta de hotéis em Paris.

De acordo com Thomas Deschamps, gerente de turismo e convenção de Paris, os eventos “vão compensar o impacto negativo dos recentes ataques terroristas”. Segundo ele, antes mesmo dos ataques a Bruxelas, voos para Paris de abril a agosto de 2016 já sofreram uma queda de 8% em relação a 2015, somando no total, a partir de novembro passado, uma queda de 22%. Agora é esperar pelo próximo levantamento, que deve mudar esse placar e dar ponto pra liberdade.