Metabirkins
Reprodução/Instagram

Hermès processa artistas que criaram versão da bolsa Birkin para o metaverso

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Pouco tempo atrás, a notícia de que a Hermès teria entrado para o metaverso com sua icônica bolsa Birikin viralizou no mundo da moda. Afinal, a informação de que uma das mais tradicionais casas de luxo poderia estar investindo na realidade virtual revolucionaria o mercado fashion. Acontece que, sim, existe uma MetaBirkin, porém ela não foi desenvolvida pela label, mas pela dupla de artistas Mason Rothschild e Eric Ramirez, e essa história já está rendendo. Isso porque a centenária Hermès não ficou nada feliz ao ver sua exclusivíssima e cobiçada Birkin ser comercializada dentro dos NFT’s (sigla em inglês para token não fungível).

Para se ter uma ideia, o faturamento das versões online do acessório de luxo já ultrapassa US$1 milhão (mais de R$5 milhões na conversão atual). Com toda a repercussão, a marca entrou com uma ação contra Mason e Eric em um processo que tem mais de 47 páginas e alega que todo o sucesso de vendas “decorre de seu uso confuso e diluído da marca Hermès” e que as bolsas digitais são “produtos falsos”. Por sua vez, os artistas se posicionaram com a liberdade poética de criar produtos imaginários para a internet, enquanto a Hermès questiona os direitos autorais em torno de sua peça super exclusiva e que se valoriza no mercado a cada ano.

Na página do Instagram que criou para divulgar suas criações e que já conta com mais de 19 mil seguidores, Mason Rothschild escreveu em uma carta aberta à maison: “Não estou criando ou vendendo bolsas Birkin falsas. Fiz obras de arte que retratam bolsas Birkin imaginárias e cobertas de pele. […] O fato de eu vender arte usando NFT’s não muda o fato de que é arte. É bem claro para mim lendo as reclamações da Hermès que eles não entendem o que NFT é ou o que faz. […] Só espero que eles entendam que eu não vou me intimidar”.

A questão que se levanta aqui é até onde a inspiração pode ir e como as marcas tradicionais precisam estar de olhos bem abertos para as novas tendências mundiais, planejando espaços possíveis para potencializar sua imagem. Se a realidade virtual já movimenta um mercado gigantesco, o luxo precisa se atentar.

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