Demna Gvasalia kim kardashian
Foto de Dimitrios Kambouris/Getty Images for The Met Museum/Vogue

Enigmática, sadomasoquista e carnavalesca: stylist Rodrigo Polack explica tendência que vem “cobrindo” a cabeça de fashionistas

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De uns tempos para cá um acessório inesperado tem aparecido cobrindo a cabeça de algumas das maiores celebridades do momento. As máscaras que remetem às tradicionais balaclavas, usadas originalmente para proteger rosto e pescoço das baixas temperaturas, surgiram nos clipes, shows, premiações e até red carpets nos últimos meses. Seria essa nova estética uma grande coincidência fashion, a tendência da vez ou apenas estratégia de marketing?

Responsável pelos stylings despojados, ousados e irreverentes de inúmeros artistas e influenciadores brasileiros, Rodrigo Polack explica que as máscaras, desde suas primeiras aparições, sempre estiveram atreladas a um ar de mistério. “Se voltarmos na história, as máscaras venezianas que os nobres usavam no Carnaval de Veneza já traziam essa questão do enigma. Na estética sadomasoquista também tem essa intenção de instigar a curiosidade ao se cobrir com o látex, por exemplo”, contextualiza Polack.

Reprodução/Unsplash

Com a pandemia mais controlada, o item básico de proteção contra o vírus voltou a ganhar status de acessório fashion. Nas apresentações e tapetes vermelhos, já é possível notar os famosos desfilando máscaras mais elaboradas e até high techs. “Nessa volta dos eventos presenciais a gente percebe que os famosos estão aproveitando o momento para acrescentar esse mistério ao look, mas vale lembrar que não é de agora que os artistas cobrem seus rostos. A cantora Sia não mostrou seu rosto por muito tempo, a dupla francesa Daft Punk também nunca quis mostrar a cara e até o artista de rua Banksy faz seus grafites e vai embora, ninguém sabe como ele é. Sempre tem esse mistério envolvido que fortalece o marketing, é claro” explica Polack.

Apesar de todo o frisson envolvendo a nova moda, o stylist não acredita que o acessório se torne tendência. “Pode até ser que uma fast fashion replique algum modelo, mas não acho que vire um item do cotidiano”, e acrescenta: “Lembra da Rihanna, em 2018, no Coachella? Ela usou uma máscara da Gucci bem fechada, apenas com os olhos de fora, e muitos cristais. Óbvio que acabou chamando a atenção pelo look todo especial, mas ela queria estar ali, circulando entre as pessoas, e usou deste artifício. Na época, essa máscara até chegou a ser comercializada pela Gucci e poderia ter virado uma peça de fast fashion, mas não vi ninguém fazendo”.

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