Anna Wintour
Foto: Myles Kalus Anak Jihem, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons

Biografia não-autorizada de Anna Wintour traz revelações ‘excêntricas’ sobre a editrix

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Leitura obrigatória para todos os fashionistas que se prezam, o livro “Anna: The Biography” (“Anna: A Biografia”), uma biografia não-autorizada de Anna Wintour lançada nos Estados Unidos no começo do mês, contém uma série de revelações sobre a rotina da editrix pra lá de excêntricas e que, por vezes, flertam com o bizarro.

Uma delas diz respeito ao almoço da toda-poderosa da moda, cujo menu permanece o mesmo há décadas: uma posta de filé mignon ao ponto acompanhada de salada caprese clássica. Ah, e o prato precisa ser preparado pelo restaurante Palm de Nova York, que já o excluiu faz tempo de seu cardápio, mas continua preparando exclusivamente para Wintour, que é editora-chefe da “Vogue” americana desde 1988, ao custo de US$ 77.33 (R$ 376,60).

Wintour gosta de almoçar em sua sala na sede da Condé Nast, a editora que publica a bíblia da moda, que fica no One World Trade Center de NY. Suas assistentes já sabem que só devem interrompê-la nesse momento de folga caso um meteoro esteja prestes a cair sobre a Terra, e ainda assim somente se a executiva de 72 anos tiver chances de escapar de tamanho perigo.

Outra dela que consta na obra assinada pela renomada escritora americana Amy Odell tem a ver com a versão cinematográfica de “O Diabo Veste Prada”, baseada no livro de mesmo nome de Lauren Weisberger, que foi assistente de Wintour na “Vogue”. É que a fashionista número um não se lembrava de Weisberger e praticamente só a “conheceu” na ocasião da première nova-iorquina do filme de 2006, na qual fez questão de marcar presença por considerar o longa “relevante para a indústria fashion”.

Odell entrevistou mais de 250 pessoas para escrever “Anna: The Biography”, que faz jus à personagem da vida real nele retratada, dando ênfase ao inegável talento de Wintour que a permitiu transformar a “Vogue” em uma marca relevante e pronta para o século 21 e mantê-la assim, uma tremenda responsabilidade que possivelmente deixaria muitos homens morrendo de medo.

Wintour, aliás, costuma dizer que essa sua fama de “chefe dos infernos” é algo machista. “Homens que comandam grandes empresas, quando exigem o máximo de seus funcionários, são chamados de determinados. Mulheres na mesma posição, se fizerem o mesmo, é porque estão tendo ‘chiliques'”, a veterana comentou certa vez.

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