10.04.2021  /  8:42

Microchip instalado em smartphones e smartwatches promete detectar o coronavírus. Entenda a tecnologia

Detector de Covid-19 || Créditos: Divulgação

Há Covi-19 neste vagão? Este restaurante tem Covid-19? Há Covi-19 neste supermercado? Existe Covid-19. . . em mim? Estas são as perguntas que temos nos feito a cada segundo do dia durante o último ano desta pandemia, sempre com medo de um inimigo invisível que pode estar flutuando no ar e em qualquer lugar.

Mas em breve, talvez nunca mais tenhamos que nos fazer essas perguntas novamente. Não é porque as vacinas estão aqui para combater a Covid-19. É que está em desenvolvimento um novo sensor potencialmente inovador, que pode se encaixar em aparelhos eletrônicos do dia-a-dia, como smartphones e relógios inteligentes, para detectar vírus ou bactérias específicos no ar, em uma superfície ou em sua respiração. E essa tecnologia não funcionaria apenas para o coronavírus. O chip também pode ser otimizado para detectar uma gripe sazonal ou a próxima pandemia que vem em nossa direção, informa a General Electric (GE), empresa responsável pelo desenvolvimento da tecnologia.

Mas com o sensor será capaz de detectar o vírus?

O sensor é um microchip menor do que uma moeda. Em suas camadas mais profundas estão os nanopoços, ou poros superminúsculos que são tão pequenos que apenas vírus e outras partículas extremamente pequenas podem entrar. Na base desses canais está um solvente orgânico – pense nisso como uma cola molecular – que é customizado especificamente com certos ácidos nucléicos para fazer o SARS-CoV-2 grudar. Isso significa que cada chip é personalizado para um vírus, embora a GE esteja considerando como um chip poderia detectar vários vírus também.

Quando algo ‘pega’, o chip usa um eletrodo na base do poço para disparar eletricidade no objeto. Isso cria uma impedância elétrica natural, o que significa apenas a resistência da eletricidade fluindo através de qualquer substância, que pode ser medida com muita precisão. Essa medição indica se é um vírus ou não.

A ideia é que o protótipo esteja pronto em dois anos, e com isso será possível que telefones e smartwatches tenham esse chip a bordo, exposto ao ar o tempo todo. Portanto, se você estiver em uma área infectada, seu relógio poderá capturar passivamente o SARS-CoV-2 e informá-lo. O objetivo é que o detector esteja disponível em formatos descartáveis ​​de baixo custo.