25.08.2020  /  13:46

Mick Jagger interpreta um vilão artsy em sua primeira atuação no cinema em 12 anos

Mick Jagger || Créditos: Reprodução

Mick Jagger precisou resgatar em sua agenda de contatos os nomes de amigos antigos seus que trabalham no multimilionário mercado de obras de arte por causa de seu último e mais recente trabalho na telona. Um dos protagonistas do thriller independente “The Burnt Orange Heresy”, que estreou no começo de março nos cinemas com uma recepção morna por parte da crítica especializada e ficou só uma semana em cartaz devido à pandemia, faturando meros US$ 450 mil (R$ 2,52 milhões) nas bilheterias (menos de 20 vezes o que custou para ser rodado), o líder dos Rolling Stones interpreta um art dealer todo charmoso e com ares de vilão chamado Joseph Cassidy no longa dirigido pelo italiano Giuseppe Capotondi e co-estrelado por Elizabeth Debicki, Claes Bang e Donald Sutherland.

A fim de se preparar para o papel, seu primeiro no cinema em mais de 12 anos, Jagger foi atrás de seus bffs no mundo artsy para fazer uma espécie de “laboratório”. “Eu procurei todo mundo desse universo que já conheci. Tive conversas com várias pessoas sobre seus ambientes de trabalho, os negócios que fecham e como conseguem fechá-los, como ganham dinheiro… Fiz meu dever de casa direitinho”, o roqueiro de 77 anos disse em um bate papo com a colunista do “New York Post” Cindy Adams.

Jagger, que sempre foi ligado em artes e inclusive é dono de alguns quadros valiosos, tinha atuado pela última vez em “Efeito Dominó”, de 2008, e no qual fez uma ponta como um funcionário de banco. Antes disso, seu trabalho mais significante em Hollywood havia sido em “Confissões de Um Sedutor”, no qual ele dividiu a cena com Andy Garcia. Filmado na região do Lago Como, na Itália, “The Burnt Orange Heresy” está estreando nessa terça-feira em duas das principais plataformas de streaming dos Estados Unidos, a Amazon Prime e o Vudu. Mas para Adams, que é amiga dele desde sempre e costuma ser sincera ao extremo em suas colunas, trata-se de uma perda de tempo conferir a produção. “O Mick é a melhor coisa desse filme, mas ele não é nenhum Robert De Niro”, ela resumiu em sua coluna dessa terça. (Por Anderson Antunes)

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Dá um play aí embaixo pra assistir o trailer de “The Burnt Orange Heresy”: