12.03.2020  /  11:52

Meghan e Harry estão “arrasados” e se sentem traídos pela própria família, afirma correspondente real

Harry e Meghan Markle || Créditos: Reprodução

Dizer que Meghan Markle e o príncipe Harry estão decepcionados com o tratamento que receberam de seus parentes mais chegados depois do #Megxit é um eufemismo, de acordo com um dos jornalistas com acesso mais facilitado ao casal. Omid Scobie, que cobre os Windsors para a rede de televisão americana “ABC”, acompanhou os dois em seu recente tour de despedida da realeza e, depois do que viu nos bastidores palacianos nesse “farewell”, descreveu a ex-atriz e o sexto na linha de sucessão ao trono britânico como “duas pessoas arrasadas e que se sentem tratadas de forma desnecessariamente cruel” pela própria família.

Segundo Scobie, que é bastante próximo de Markle, a duquesa de Sussex até chorou quando se despediu do estafe que cuidava de sua agenda, na última segunda-feira, em um dos salões do Palácio de Buckingham onde se reuniu com a turma. E ela ficou particularmente chateada com o fato de que seu marido, que agora é um ex-royal, precisou abrir mão de todos as honrarias militares que recebeu ao longo de seus dez anos de serviço nas Forças Armadas de Sua Majestade (Her Majesty’s Armed Forces, no nome original em inglês), mais como um “castigo” por seu “goodbye” à monarquia do que por uma necessidade.

Ainda de acordo com o correspondente real, e ao contrário do que pensa a maioria, Meghan e Harry eram contra o #Megxit, mas viram que não tinham outra solução para se livrar do assédio da mídia e do público depois que constataram que nenhum de seus familiares, e muito menos a rainha Elizabeth II, pretendiam fazer qualquer coisa para ajudá-los nesse sentido. “Eu fico pensando como as coisas teriam acontecido se algum Windsor tivesse vindo a público para defendê-los de alguma forma de tudo isso”, Scobie escreveu em um artigo que publicou nessa quarta-feira no site da revista americana “Harper’s Bazaar”.

Apesar dos pesares, os Sussexes acreditam que sua decisão foi certa, mas sabem que vão precisar de um certo tempo para se recuperar dos traumas que viveram nos últimos meses. Um dos maiores, ainda ligado ao serviço militar do duque de Sussex – que combateu em dois momentos na Guerra do Afeganistão e teve como último posto o de capitão – foi no sábado passado, no gala que teve ele e Markle como convidados de honra, ocasião em que o caçula do príncipe Charles, futuro rei da Inglaterra, pôde usar pela última vez seu uniforme da Royal Marines, a força de infantaria da Marinha Britânica. (Por Anderson Antunes)