08.11.2017  /  11:47

Marina Ruy Barbosa para J.P: “Agora que a gente casou ele tem de abaixar a tampa da privada. Sou a dona da casa!”

Marina Ruy Barbosa // Mauricio Nahas para Revista J.P

Por Thayana Nunes para a Revista J.P de Novembro || Fotos: Maurício Nahas

Não sabemos se é uma tática para a gente se apaixonar ainda mais por ela, mas é muito fofo escutar Marina Ruy Barbosa dizendo que é insegura. É como se fosse algo impossível diante do poder que essa jovem de 22 anos tem. Porque imagina só: além de linda, ela tem 21,2 milhões de seguidores no Instagram, a rede social mais queridinha dos brasileiros; é a atual rainha das marcas, todas querendo aproveitar um pouco desse mel; e, além disso, e o mais importante, claro, ela é ótima atriz e está no primeiro time da Globo desde que começou, ainda criança. Então, soa sim como um charme ela dizer: “Eu não sou nada perfeita. Pelo contrário, Sou muito insegura”.

Para quem faz da tela do celular seu próprio espelho – sempre com imagens lindas refletidas – é difícil colar. “Já penso na manchete assim: Marina Ruy Barbosa se acha feia.” Ela ri, e continua: “É que eu não sou aquela pessoa que se olha e se acha ‘uhu!’, sabe? Não sou cheia de autoestima, eu Me cobro demais. Fico o tempo todo me questionando se estou no caminho certo, fazendo as escolhas corretas”.

Já a gente acha o contrário: a Marina com quem conversamos durante uma manhã de outubro, poucas semanas depois de se casar com o namorado, o piloto de Stock Car Alexandre Negrão, é uma mulher decidida, dona do próprio nariz. Foi ela, por exemplo, quem escolheu se casar aos 22. é ela quem decide quais contratos publicitários vai topar – “são muitos!” –, e é ela quem está lá interpretando papéis que emocionam. Para a J.P, Marina é um exemplo dessa nova geração de mulheres empoderadas, essa turma de meninas que pode tudo e que vai à luta. “Acho, sim, que sou uma mulher empoderada. Trabalho pra caramba, brigo tanto pelas coisas que quero… Muita gente veio falar: ‘nossa, pra que se casar, tem tanta coisa para fazer ainda’. Por que, para mim, ser empoderada não pode ser escolher me casar? A liberdade está nesse poder de escolher o que a gente quer.” Viu só? Nada de insegura.

Prestes a viver mais uma protagonista, com a personagem Amália, na próxima novela de época da globo, Deus Salve o Rei, Marina mostra que é hora de se aventurar em outras searas. Lança, este mês, o livro Inspirações, em que comenta textos e poesias de escritores famosos. ano que vem, estreia no cinema com dois filmes: Todas as Canções de Amor, de Joana Mariani, e Sequestro Relâmpago, de Tata Amaral. E é sobre todas essas novidades e muito mais que J.P conversa com ela.

Marina Ruy Barbosa // Maurício Nahas para revista J.P

NOVA FASE

“Gosto de ir atrás do desafio. Já tinha feito teatro e estava vindo de uma série de novelas. Em Sequestro Relâmpago, participei da preparação de elenco com Fátima Toledo. Ela é muito boa, e o trabalho dela é bem intenso – foi ela quem fez Tropa de Elite, por exemplo. Passamos pela Cracolândia, foi uma experiência social muito forte. Estou buscando isso.”

VIDA A DOIS

“Casar não era um plano, mas sempre fui muito família, zero baladeira. Gosto de ficar em casa, de moletom, vendo série. E aconteceu, conheci o Xande. Estamos morando juntos há um tempo, mas agora que a gente casou, coloquei na cabeça que ele tem de abaixar a tampa da privada. Ele fala: ‘Você não vai querer que agora eu abaixe a tampa’. Pois é, agora eu quero! sou dona de casa!”

RÓTULOS

“Faço muita publicidade. Acho muita hipocrisia quando falam que para ser boa atriz não pode fazer, que tem de ser a porra-louca, a do teatro. Amo atuar, mas por que não desfilar para a Dolce & Gabbana se me chamaram, já que gosto de moda? Por que não desenhar uma coleção de joias? Se são coisas que eu curto, vou aproveitar as oportunidades. Não tem de ter rótulo, essa coisa de todo ator é gay, toda atriz é lésbica, é um pensamento ultrapassado.”

#MEME

“Se é uma brincadeira, eu entro na pilha. Sobre a campanha do papel higiênico preto, a proposta era interessante, com uma equipe em que confio. O que eles me propuseram era a minha cara com o corpo da Gisele Bündchen e o papel enrolado (risos). era para ser legal, mas acho que, cada vez mais, tudo pode virar uma polêmica na internet. Está tudo politicamente correto demais. As pessoas estão polemizando muito.”

FAMA DE PRINCESINHA

“Não é uma coisa que me incomoda. Uma hora eu posso ser princesa, outra hora posso ser sexy, louca… e tudo certo. Não quero me limitar em ser uma coisa só. tenho a personalidade forte.”

Confira todas as caras e bocas da nossa musa na galeria abaixo e no vídeo de making of: